Estabilidade no emprego é prioridade para 27,7% dos brasileiros, aponta pesquisa do Instituto Ideia
Pesquisa do Instituto Ideia mostra que brasileiros valorizam estabilidade, plano de saúde e flexibilidade em meio à disputa presidencial.
Por Redação Diário Local
A estabilidade no emprego é a condição mais importante para 27,7% dos brasileiros no mercado de trabalho, aponta pesquisa do Instituto Ideia. O levantamento reflete o peso das pautas trabalhistas na disputa pela Presidência da República, em meio a discussões sobre a jornada de trabalho e a regulamentação de aplicativos.
De acordo com os dados do Instituto Ideia, a estabilidade lidera as preferências, seguida pelo plano de saúde, citado por 24,1% dos entrevistados. A flexibilidade de trabalho aparece com 19,7%, enquanto férias e descanso remunerado são prioridades para 18,2%.
Outros temas de interesse incluem o desejo de ser empreendedor próprio (16,3%) e o trabalho nos modelos remoto ou híbrido (15,1%). A preferência pela segurança no emprego varia conforme o tipo de vínculo: entre servidores públicos, a estabilidade é mencionada por 29,9%; para assalariados, por 23,4%; e para prestadores de serviços autônomos, por 20,1%.
O que dizem sobre os trabalhadores de aplicativo?
A regulamentação de plataformas também é um tema central. O Instituto Ideia aponta que 62,1% dos entrevistados defendem a criação de uma remuneração mínima para entregadores e motoristas de aplicativos. O apoio ao piso salarial ocorre tanto em setores de esquerda quanto de direita: tem respaldo de 54% dos bolsonaristas e 57% daqueles que se identificam com a direita, mas não com o bolsonarismo.
Contudo, ao serem questionados sobre qual deveria ser a prioridade para esses profissionais, a remuneração mínima não ocupa o primeiro lugar. O seguro contra acidentes lidera com 19,5%, seguido pelo reconhecimento do vínculo empregatício (14,6%) e pelo piso salarial (12,4%).
Entre os trabalhadores que não possuem vínculo CLT ou são servidores públicos, 21% indicam que o seguro contra acidentes é a prioridade principal.
Como está o debate sobre a jornada de trabalho?
A discussão sobre o fim da escala 6x1, que propõe reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais, está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A proposta é uma das prioridades do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defende a medida para aumentar o descanso dos trabalhadores.
Por outro lado, a oposição apresenta resistências devido ao impacto que a mudança pode causar em setores empresariais. O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho, apresentou uma alternativa que busca ampliar a negociação de regimes de trabalho e permitir modelos de contratação mais flexíveis.
