Candidatos ao GDF apresentam propostas para reverter queda no Ideb no Distrito Federal
Após queda nos índices do Ideb em 2025, candidatos ao Governo do Distrito Federal apresentam planos que vão de IA a novos salários.
Por Redação Diário Local
Os 11 candidatos ao Governo do Distrito Federal (GDF) apresentam propostas para reverter o desempenho negativo da educação na capital, após o Distrito Federal registrar índices abaixo da média nacional no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em 2025. Segundo dados do Ministério da Educação, o DF ficou aquém do país em todas as etapas da educação básica e apresentou queda no ensino médio.
As estratégias de campanha variam entre a criação de programas de incentivo, melhoria na alfabetização e o uso de tecnologias, como inteligência artificial, para recompor a aprendizagem em português e matemática.
O que propõe a atual gestão?
A governadora e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), reconheceu falhas da atual gestão no monitoramento do desempenho escolar. Segundo a postulante, a falta de treinamento e o foco dos alunos durante a aplicação da prova podem ter prejudicado os resultados. Como parte das medidas de correção, a governadora informou que houve uma mudança no comando da Secretaria de Educação.
No plano de governo, Leão defende o programa “Primeiras Letras”, focado em garantir que crianças concluam o 2º ano do ensino fundamental com alfabetização fluente. A candidata também promete investimentos em creches de qualidade e a ampliação do ensino integral.
Quais são as propostas de valorização e tecnologia?
O ex-governador e candidato José Roberto Arruda (PSD) defende que a melhoria nos índices depende da valorização dos profissionais. Ele propõe o pagamento de um 14º salário para servidores de escolas que aumentarem o índice do Ideb, além de retomar a oferta da Bolsa Universitária. Arruda também planeja o programa “Acelera Exatas”, que utiliza inteligência artificial para oferecer tutorias de matemática e raciocínio lógico no contraturno.
Ricardo Cappelli (PSB) também foca na remuneração, propondo salários melhores e a redução do número de alunos por sala de aula. O candidato pretende combater a evasão escolar por meio do acompanhamento da frequência, com atenção especial ao ensino médio noturno, além de oferecer reforço pedagógico e tutoria para crianças com dificuldades.
Como os candidatos planejam tratar a base e a gestão?
O professor e candidato Leandro Grass (PT) afirma que o problema central é a falta de gestão voltada ao aprendizado. Ele propõe a construção de 100 creches em quatro anos para atender o setor da primeira infância. O plano inclui o mapeamento de escolas com bons resultados para apoiar unidades com baixo desempenho e a criação de um painel público de metas de aprendizagem por região administrativa.
Paula Belmonte (PSDB) foca no combate à evasão e na expansão da educação integral, principalmente em áreas de maior vulnerabilidade. Para a candidata, a estrutura deve oferecer esporte, cultura e tecnologia para garantir o desenvolvimento do aluno e facilitar a transição para o ensino técnico ou universitário.
Kiko Caputo (Novo) pretende atuar sobre o aprendizado e o fluxo escolar — que engloba aprovação, reprovação e abandono — por meio de diagnósticos pedagógicos contínuos e apoio individualizado. Já o professor Robson (PSTU) questiona a eficácia do indicador Ideb, alegando que ele funciona como mecanismo de ranqueamento. Ele propõe a efetivação de professores temporários e de Educadores Sociais Voluntários (ESVs) no sistema de ensino.
