Antigo clube às margens do Lago Paranoá será reinaugurado como centro cultural em dezembro
Espaço que funcionou como Clube do Servidor Civil será transformado em Senado Cultural a partir de 9 de dezembro
Por Redação Diário Local
O antigo Clube do Servidor Civil, localizado às margens do Lago Paranoá, na L4 Norte, será reinaugurado nesta segunda-feira (9) como Senado Cultural. O espaço, que permaneceu fechado por cerca de 20 anos, será aberto à comunidade e contará com galerias, exposições, auditório, restaurantes e áreas de convivência.
A estrutura, que teve sua construção iniciada em 1973 e inauguração em 1976, encerrou suas atividades em 1997. Desde então, o imóvel passou por um longo período de abandono e depredação, com registros de danos em vidros, telhas, cabos elétricos, postes derrubados e até a remoção de sanitários.
A transformação do local em um centro de integração entre história, cultura e cidadania faz parte de um projeto que teve suas tratativas iniciais em 2018. Após negociações, o espaço foi cedido para uso pelo Senado Federal por um período de 50 anos.
A proposta original do clube visava atender inicialmente aos servidores do Ministério da Educação e Cultura. No entanto, o atendimento foi ampliado para funcionários públicos de toda a capital federal por determinação do então presidente Ernesto Geisel.
O projeto para a nova função cultural enfrentou obstáculos, incluindo a necessidade de realizar alterações no Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT), já que a área é originalmente destinada ao uso de clubes. Além disso, os esforços de restauração foram concentrados após os atos de 8 de janeiro de 2023, que causaram danos patrimoniais à estrutura.
Como funcionará o novo espaço?
O Senado Cultural oferecerá uma infraestrutura voltada para o ambiente familiar. Além das exposições e do auditório, o projeto prevê coworking, playground, espaços para palestras e um paisagismo assinado pelo Escritório Burle Marx.
A programação de abertura terá como destaque a exposição 'Senado em Movimento, 200 anos de História'. A entrada no novo espaço será gratuita, mas os visitantes precisarão realizar um registro na bilheteria para a organização interna do fluxo.
Após o evento inaugural, a galeria principal receberá itens do acervo museológico do Senado. O local contará com quatro áreas distintas, sendo que uma delas será dedicada a obras representativas de todos os estados brasileiros e outra focará na produção artística local.
O planejamento do espaço também prevê uma área específica para uma exposição sobre os atos ocorridos em 8 de janeiro de 2023. A área exibirá informações sobre a vandalização de estruturas e os danos patrimoniais registrados na época.
Histórico e construção do projeto
A ideia de criar o Centro Cultural dos Poderes da União envolveria a participação conjunta dos poderes Executivo, Judiciário e Legislativo. Contudo, por diferentes motivos, os outros órgãos saíram do projeto e apenas o Senado permaneceu com a iniciativa.
A chefia do Serviço do Acervo Museológico do Senado, Maria Cristina Monteiro, afirmou que a ideia de transformar o espaço surgiu após negociações iniciadas há seis anos. A concretização do projeto é descrita como a realização de um objetivo de trabalho da equipe da instituição.
Durante as duas décadas de fechamento, o local acumulou problemas de manutenção. Além da depredação, as piscinas vazias e a vegetação sem poda contribuíram para problemas de infraestrutura e a proliferação de mosquitos na região.
A diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, classificou o projeto como grandioso e diferenciado em relação ao que já existe em Brasília. O objetivo é que o centro cultural sirva como um ponto de integração entre o cidadão e a história do país.
