Deputados do PT apresentaram 35 requerimentos sobre a CNBB na Câmara desde 2023
Levantamento mostra pedidos de parlamentares petistas para homenagens, sessões solenes e debates sobre a conferência católica.
Por Redação Diário Local
Deputados do Partido dos Trabalhadores (PT) apresentaram 35 requerimentos relacionados à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) na Câmara dos Deputados desde 2023. Os pedidos incluem solicitações de sessões solenes, audiências públicas e homenagens a membros da instituição religiosa.
O levantamento, baseado no sistema de propostas da Câmara, revela que os parlamentares petistas têm pautado temas ligados à conferência, como a Campanha da Fraternidade e discussões sobre a encíclica Laudato Si’, do papa Francisco. Os requerimentos foram registrados ao longo do terceiro mandato do presidente Lula, iniciado em 2023.
Entre os autores das proposições, o deputado Padre João (PT-MG) lidera com sete requerimentos. A deputada Juliana Cardoso (PT-SP) aparece em segundo lugar, com seis pedidos, seguida pelo deputado Alexandre Lindenmeyer (PT-RS), com cinco proposições sobre a entidade.
Quem mais apresentou pedidos?
Além dos deputados citados, o levantamento aponta que o parlamentar Luiz Couto (PT-PB) apresentou quatro requerimentos. José Guimarães (PT-CE), que ocupa atualmente a Secretaria de Relações Institucionais, registrou ao menos quatro pedidos, incluindo sessões sobre as edições de 2023 a 2026 da Campanha da Fraternidade.
O volume de propostas do PT difere do ritmo de outras legendas. No mesmo período, o deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES) foi o único parlamentar de espectro político ligado ao bolsonarismo a protocolar um requerimento com a CNBB como objeto direto, pedindo uma nota de repúdio a falas de Dom João Justino, então vice-presidente da entidade.
Controvérsias recentes
O tema da CNBB ganhou novos contornos após declarações de Flávio Bolsonaro no último domingo (27). Ele afirmou que membros da conferência teriam auxiliado o PT a disseminar informações falsas sobre a suposta retirada do título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida.
Em resposta às acusações, a CNBB emitiu um comunicado repudiando o que disse e reforçou que a instituição não faz parte de estruturas político-partidárias ou candidaturas. A entidade afirmou que suas manifestações seguem sua missão pastoral e princípios de democracia e liberdade de consciência.
