Renan Santos apresenta plano de governo com propostas de fim de cotas e 'desfavelização'
Pré-candidato propõe substituir Bolsa Família por frentes de trabalho e reduzir número de municípios no país
Por Redação Diário Local
O pré-candidato à Presidência da República, Renan Santos, lançou nesta terça-feira (21) o plano de governo que pretende defender nas eleições deste ano. O programa, apresentado por meio do livro "Missão 2026 – O Futuro é Glorioso", reúne propostas que abrangem desde a segurança pública até a reorganização da administração municipal e da assistência social.
O material possui mais de 500 páginas e foi organizado em 14 capítulos que tratam de temas como economia, saúde, educação, infraestrutura, agricultura e política externa. Segundo o grupo Missão, o documento foi elaborado ao longo de dois anos com a participação de mais de 200 colaboradores.
Na área da habitação, o plano estabelece a meta de "desfavelizar" o Brasil no prazo de 10 anos. A estratégia prevê a implementação de um programa nacional voltado para a substituição de assentamentos precários por moradias urbanizadas, sendo classificada como um projeto estratégico do governo proposto.
No setor de educação, Renan Santos defende o fim das políticas de cotas para o ingresso em universidades e em concursos públicos. A proposta busca substituir o modelo atual por um sistema baseado exclusivamente no mérito acadêmico.
Quanto à assistência social, o documento prevê a substituição do Bolsa Família por um sistema de frentes de trabalho remuneradas. A medida deve ser acompanhada por programas de qualificação profissional, com o objetivo de incentivar a inserção de beneficiários no mercado de trabalho.
Para o enfrentamento ao crime organizado, o plano propõe uma estratégia de "Guerra ao Crime". As medidas incluem a criação de uma Lei Antifacção, a adoção da doutrina do Direito Penal do Inimigo e a possibilidade de decretação de Estado de Defesa em áreas dominadas por organizações criminosas.
Gestão municipal e reforma do Estado
O programa apresenta a chamada "Grande Consolidação Municipal", que visa reduzir despesas por meio da fusão de municípios considerados fiscalmente inviáveis. O objetivo é reorganizar a administração pública e reduzir custos operacionais do Estado.
De acordo com o documento, a iniciativa poderia reduzir o número de cidades brasileiras de aproximadamente 5,5 mil para cerca de 1,6 mil. Além dessa medida, o plano detalha propostas para reformas tributária e administrativa, inovação tecnológica e defesa nacional.
