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Renan Santos diferencia facções criminosas de terrorismo e questiona intenção de Trump

Candidato à Presidência questionou o interesse dos Estados Unidos em intervir na questão do tráfico de drogas no Brasil.

Por Redação Diário Local

O candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, afirmou nesta quarta-feira (2) que não utiliza o termo terrorismo para se referir a facções criminosas, por entender que os conceitos entre os dois grupos são distintos. A declaração foi feita durante entrevista ao podcast Flow.

Santos explicou que não se sente confortável com a narrativa de que o crime organizado deve ser classificado como terrorismo, citando como exemplo o posicionamento do presidente norte-americano Donald Trump. O candidato mencionou que a forma como Trump aborda o tema não demonstra uma intenção de ajuda real ao Brasil.

Durante a conversa, o candidato manifestou desconfiança em relação à tentativa de intervenção ou solução dos Estados Unidos para a questão da segurança pública brasileira. De acordo com Santos, há um questionamento sobre o motivo de uma mudança de postura por parte de Washington.

Questionamentos sobre o interesse dos Estados Unidos

Renan Santos questionou o interesse repentino do governo norte-americano em relação aos problemas de segurança enfrentados pelo Brasil. Ele argumentou que, historicamente, as autoridades dos Estados Unidos não demonstraram foco em resolver o tráfico de drogas na América Latina.

O candidato afirmou que os americanos nunca solucionaram o problema do narcotráfico na região. "Os americanos nunca resolveram o problema do tráfico de drogas na América Latina. Por que agora eles querem? Nunca se interessaram por isso", declarou Santos durante o episódio.

Ao criticar a postura de Trump, Santos reiterou que desconfia das motivações por trás da tentativa de tratar a questão brasileira. Para o candidato, a abordagem do líder norte-americano evita o apoio efetivo que o Brasil necessitaria.

A fala do candidato do Missão traz um debate sobre a terminologia aplicada ao crime organizado e sobre a autonomia do Brasil frente à política externa dos Estados Unidos no combate ao crime transnacional.

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