Segurança da Polícia Federal para candidatos à Presidência deve custar R$ 95 milhões
Investimento para proteção de presidenciáveis em 2026 representa alta de 67% em relação ao montante utilizado na eleição de 2022
Por Redação Diário Local
A Polícia Federal (PF) estima gastar R$ 95 milhões para garantir a segurança dos candidatos à Presidência da República durante a campanha eleitoral de 2026. O montante representa um aumento de cerca de 67% em relação aos R$ 57 milhões investidos no pleito de 2022.
Os recursos serão utilizados para a remuneração de 458 servidores que atuarão diretamente na proteção dos presidenciáveis. O orçamento também custeará a aquisição de equipamentos, como sistemas antidrones, viaturas blindadas, armamentos e itens de proteção individual.
Parte do investimento será destinada ao custeio de despesas operacionais das equipes de segurança. O objetivo é garantir a cobertura de candidatos durante viagens e o acompanhamento em diversos compromissos oficiais de campanha.
O reforço da estrutura de proteção ocorre em um cenário de maior preocupação com a segurança de autoridades e candidatos em atos públicos. Segundo a corporação, o planejamento detalhado da operação teve início há cerca de dois anos.
Nesse período, a Polícia Federal realizou o treinamento de equipes, a definição de protocolos e estudos técnicos para dimensionar a proteção necessária para cada candidatura. O trabalho incluiu levantamentos para ajustar o modelo de segurança ao perfil de cada eventual interessado.
Como é feito o planejamento de risco?
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, explicou que o esquema foi elaborado com base em análises de risco detalhadas. Essas análises consideram os deslocamentos previstos e os tipos de eventos que compõem a agenda de cada campanha.
A estratégia busca ajustar o efetivo e os recursos empregados de acordo com o nível de exposição de cada candidato. Dessa forma, a estrutura de segurança é adequada às necessidades específicas de cada compromisso ao longo da disputa.
Quando começa a proteção dos candidatos?
Pela legislação eleitoral, a proteção da Polícia Federal só é assegurada após a homologação das candidaturas nas convenções partidárias. Além disso, o serviço depende de uma solicitação formal apresentada pelas respectivas campanhas.
As convenções, etapa obrigatória para o registro de nomes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), podem ocorrer entre amanhã (23) e o dia 5 de agosto. Os partidos têm autonomia para definir a data e o formato dos encontros, que podem ser presenciais, virtuais ou híbridos.
Com a aproximação do calendário eleitoral, a expectativa é que a estrutura de segurança seja acionada de forma gradual. O acionamento ocorre conforme os candidatos forem oficializados e os pedidos de proteção forem entregues ao órgão.
