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Política

Partidos planejam apoio de Tarcísio a Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno presidencial

Aliados buscam engajamento do governador de São Paulo na disputa presidencial caso haja segundo turno no Planalto

Por Redação Diário Local

Aliados de Flávio Bolsonaro buscam articulações para que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), apoie o senador do PL em um eventual segundo turno da disputa presidencial. O movimento ocorre enquanto políticos bolsonaristas se preparam para pressionar o governador a reforçar o apoio ao candidato do PL ao Planalto.

A estratégia depende da definição da disputa pelo governo paulista no primeiro turno, previsto para o dia 4 de outubro. Para parlamentares da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), a resolução precoce da eleição estadual deve dar mais liberdade para Tarcísio atuar na esfera nacional sem o receio de perder votos da centro-direita.

Atualmente, o governador mantém uma campanha independente e tem realizado poucos atos conjuntos com o senador. Entre os motivos para o distanciamento estão o desejo de consolidar o voto de eleitores que buscam equilíbrio e o receio de novos desdobramentos políticos envolvendo Flávio Bolsonaro.

Expectativa de apoio e o fator reeleição

A expectativa de que o governador se engaje mais diretamente na campanha presidencial aumentou após o senador declarar, na última terça-feira (14), que não buscará um segundo mandato caso vença a eleição pelo Planalto. Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio afirmou que seu compromisso será "consertar o país".

Para aliados do governador, a fala do senador pode ser um desestímulo, já que o possível voo presidencial de Flávio em 2030 poderia impactar o plano de Tarcísio de buscar a reeleição em seu próprio estado. Integrantes da campanha de Flávio acreditam que, com a eleição estadual resolvida, a prioridade de Tarcísio mudará para a disputa presidencial.

Estratégia do PT em São Paulo

Do outro lado, o Partido dos Trabalhadores (PT) foca em manter a mobilização em São Paulo, que concentra 21% dos eleitores do país. A meta é garantir que o estado contribua para a reeleição do presidente Lula em um eventual segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro.

Dentro da chapa paulista de Fernando Haddad, as candidatas ao Senado, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), são vistas como peças fundamentais para agregar novos segmentos. Enquanto Marina mantém um discurso alinhado ao presidente, Tebet busca o centro, direcionando-se ao agronegócio e ao empresariado.

O candidato Fernando Haddad tem pautado sua campanha em temas como segurança, educação e abastecimento de água. O objetivo é repetir o desempenho de votação obtido em 2022, servindo como termômetro para o desempenho de Lula no cenário nacional.

O presidente Lula tem intensificado sua presença no estado com comícios na Região Metropolitana de São Paulo, área que detém quase metade do eleitorado paulista. O grupo petista planeja novos atos para mobilizar a base antes da segunda etapa da votação.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.