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Política

Vantagem de Lula em pesquisa contra Flávio cai para 3 pontos percentuais

Dados do Datafolha mostram queda consecutiva na liderança do atual presidente, que perdeu 7 pontos de vantagem desde junho.

Por Redação Diário Local

A vantagem do presidente Lula sobre o candidato Flávio em pesquisas de intenção de voto caiu para três pontos percentuais, aponta o levantamento mais recente do Datafolha. Este resultado marca a quinta redução consecutiva na margem de liderança do atual presidente.

Na pesquisa realizada em 19 de junho (quarta-feira), a distância entre Lula e Flávio era de 10 pontos percentuais. O novo dado demonstra uma tendência de aproximação do adversário, reduzindo significativamente a vantagem que o presidente detinha no início do período.

O cenário atual de redução de vantagem ocorre em um momento de mudança no perfil de aconselhamento que cerca o presidente. Diferente de governos anteriores, observa-se hoje uma equipe com menos espaço para divergências de opinião e críticas estratégicas às decisões de Lula.

Historicamente, a gestão Lula foi marcada pela presença de conselheiros que não temiam questionar o presidente. Nomes como José Dirceu, ex-chefe da Casa Civil, e Antônio Palocci, ex-ministro da Fazenda, ocupavam cargos de relevância e exerciam autonomia para apresentar pontos de vista contrários.

Gilberto Carvalho, que atuou como chefe do Gabinete Pessoal e recentemente foi secretário nacional de Economia Popular e Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego, também fazia parte desse grupo que mantinha diálogo direto com o presidente. Atualmente, Carvalho e Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, atuam nos bastidores da campanha.

A dinâmica de assessoria mudou em comparação à "velha guarda". Enquanto figuras do passado tinham perfil de conselheiros com liberdade de exposição, o grupo atual que acompanha o presidente de perto demonstra um comportamento mais de concordância, com poucas exceções de questionamento das diretrizes adotadas.

A redução constante na margem de liderança, que já soma cinco levantamentos seguidos de declínio, aponta para um desafio crescente na campanha. O estreitamento da vantagem de três pontos percentuais coloca a disputa em um patamar de maior equilíbrio técnico nos indicadores de preferência do eleitorado.

O contexto das pesquisas reflete um momento de pressão sobre a estratégia política de Lula. A diminuição da distância entre os candidatos ocorre enquanto a equipe de apoio se mostra menos inclinada a enfrentar ou confrontar as decisões do presidente, ao contrário do modelo de gestão observado em anos anteriores.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.