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São Paulo

Tarcísio de Freitas afirma que buscou apoio de Lula para concessão de túnel entre Santos e Guarujá

Governador de São Paulo afirmou que argumentou com o presidente para que o estado conduza o leilão via parceria público-privada.

Por Redação Diário Local

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta terça-feira (18) que buscou o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que o governo estadual assuma a condução da concessão do Túnel Santos-Guarujá. O objetivo é que São Paulo atue como o poder concedente por meio de uma parceria público-privada (PPP).

A declaração foi feita durante a 27ª Conferência Anual Santander, na zona sul da capital paulista, diante de investidores e lideranças do setor financeiro. Tarcísio disse que o diálogo com o presidente foi voltado para garantir a viabilidade e a agilidade do projeto de infraestrutura.

O governador argumentou que a União apresenta dificuldades para aportar as garantias necessárias para o negócio. Segundo ele, o estado de São Paulo possui uma empresa garantidora, embora tenha ressaltado que a companhia ainda não está capitalizada.

Tarcísio também defendeu que o modelo de gestão estadual evita entraves burocráticos que poderiam atrasar as obras. Ele destacou que submeter o projeto à análise prévia do Tribunal de Contas da União (TCU) poderia gerar um atraso de até cinco anos.

O governador comparou os processos de fiscalização, pontuando que no modelo estadual o Tribunal de Contas do Estado (TCE) atua após o início das obras. Ele afirmou que o projeto "está contratado" e que o dinheiro já está aportado para tornar a construção uma realidade.

Outro ponto levantado na conversa com o Palácio do Planalto foi a autorização da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para um aporte público superior a 70% do investimento total. Tarcísio explicou ao presidente que, se a gestão fosse da União, seria necessária uma nova autorização do Congresso Nacional para esse montante.

Ajuste fiscal e dívidas estaduais

Durante o evento, Tarcísio de Freitas defendeu a adoção de um ajuste fiscal moderado no Brasil. O governador afirmou que não é necessário seguir o modelo de cortes drásticos aplicado na Argentina, argumentando que uma redução mais suave é capaz de controlar a trajetória da dívida pública.

O governador também mencionou o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Ele atribuiu a criação do programa aos governadores das regiões Sul e Sudeste, que apresentaram a proposta ao Senado para renegociar os débitos estaduais com a União.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.