TSE determina remoção de postagens de Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira sobre Lulinha
Tribunal deu prazo de 24 horas para retirar conteúdos que associam o presidente Lula a investigações envolvendo seu filho no caso do INSS
Por Redação Diário Local
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, nesta quinta-feira (15), a remoção de publicações do senador Flávio Bolsonaro (PL), do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e do partido PL. As postagens associavam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a suspeitas envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, no âmbito de investigações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A decisão da Corte estabelece um prazo de 24 horas para que os conteúdos sejam retirados ou tornados indisponíveis. A determinação foi tomada por maioria de votos entre os ministros do tribunal.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, votou pela remoção por considerar que as publicações vinculavam indiretamente o presidente Lula a uma possível prática criminosa sem o devido suporte factual. O entendimento de Nunes Marques foi acompanhado pelos ministros Dias Toffoli e Estela Aranha.
O relator do caso, ministro André Mendonça, apresentou voto divergente e defendeu a manutenção das publicações. Para Mendonça, as referências feitas às investigações do INSS possuem respaldo em notícias e apurações que já circulam sobre o caso.
Um dos conteúdos alvo da decisão mencionava o suposto recebimento de R$ 300 mil mensais por Fábio Luís. A afirmação baseia-se em depoimento de um ex-funcionário de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, prestado à Polícia Federal (PF).
De acordo com as investigações, em dezembro de 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF) citou pagamentos realizados por empresas ligadas ao investigado para a empresa de uma lobista que é amiga de Lulinha. Tais transferências somariam R$ 1,5 milhão.
A Polícia Federal informou que não encontrou evidências de prestação de serviços por parte da lobista citada nas transferências. A defesa da profissional declarou que não teve relação com os descontos no INSS e que as tratativas comerciais não prosperaram.
O advogado de Fábio Luís Lula da Silva classificou as acusações como improváveis e afirmou que o caso representa uma tentativa de desgaste à imagem do filho do presidente. As campanhas de Flávio Bolsonaro e de Lula foram procuradas para comentar a decisão, mas não enviaram resposta até a última atualização da matéria.
