Diário Local
Política

Valdemar Costa Neto critica taxação de Trump ao Brasil e defende negociação

Presidente do PL classificou a decisão de taxar o Brasil como um exagero e defendeu negociação diplomática entre os dois países

Por Davy Albuquerque

O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, criticou nesta terça-feira (21) a decisão de Donald Trump de incluir o Brasil no pacote de tarifas norte-americanas. O dirigente classificou a medida como uma "loucura" e defendeu que a reversão das taxas ocorra por meio de negociações diplomáticas entre os dois governos.

Em entrevista, Valdemar afirmou que o presidente dos Estados Unidos perdeu o rumo da política comercial, argumentando que o Brasil é um grande parceiro da nação norte-americana. Para o presidente do PL, o Brasil não deveria fazer parte do grupo de países taxados e o problema pode ser resolvido com entendimento entre as autoridades brasileiras e americanas.

O dirigente apontou uma contradição na postura de Trump ao citar uma recente viagem do senador Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos. Segundo Valdemar, o senador se reuniu com o presidente norte-americano e com o secretário de Estado, Marco Rubio, mas o anúncio das tarifas ocorreu logo no dia seguinte ao encontro.

“Volta, recebe o Flávio, que fez muito bem de receber, e para nossa surpresa no dia seguinte ele anuncia que vai taxar o Brasil”, declarou o presidente do PL sobre o episódio.

Valdemar também avaliou que o comportamento de Trump tem sido errático, descrevendo a postura do líder americano como algo que "vai, volta, tira, põe". Segundo ele, a volatilidade nas decisões comerciais dificulta a previsibilidade das relações entre os dois países.

Para o político, a aplicação dessas tarifas externas, somada à alta carga tributária interna, agrava a situação da indústria brasileira. Ele pontuou que o governo brasileiro realiza gastos elevados e, para custear essas contas, acaba taxando setores que já têm dificuldade para competir com produtos vindos do exterior.

O dirigente alertou que essa dinâmica de arrecadação e taxação resulta na perda de empregos no Brasil. Ele defendeu que a política de tarifas prejudica a competitividade e a manutenção de postos de trabalho no país.

Ao final, Valdemar defendeu que o foco das relações comerciais com os Estados Unidos e com a China deve ser o estímulo a investimentos produtivos. “Nós precisamos que eles venham produzir no Brasil para gerar empregos aqui”, concluiu o presidente do PL.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.