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Investigação

Senador Weverton Rocha declarou R$ 1,7 milhão em empresas investigadas pela Polícia Federal

Documentos do TSE mostram que parte do patrimônio do senador está em empresas alvo da Operação Sem Desconto da Polícia Federal.

Por Redação Diário Local

O senador Weverton Rocha (PDT-MA) declarou, nesta quarta-feira (5), R$ 2,3 milhões em bens ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Do montante total, aproximadamente R$ 1,7 milhão é proveniente de quotas de empresas que são alvo de investigação da Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Sem Desconto.

A operação investiga fraudes em descontos associativos de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). De acordo com a PF, o senador é apontado como beneficiário de uma estrutura de lavagem de dinheiro que utilizaria empresas, postos de combustíveis e contas de parentes para movimentar recursos.

O que diz a investigação sobre as empresas

Segundo a Polícia Federal, postos de combustíveis como o Petro São Francisco e o Petro São José funcionariam como eixos centrais para a ocultação de patrimônio. O senador declarou possuir R$ 74 mil em quotas da Petro São Francisco, empresa que é citada em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a operação.

A corporação sustenta que os postos recebiam depósitos em dinheiro vivo e repasses de empresas, como a Qualitech Engenharia, que teria transferido R$ 5 milhões em um único dia. Esses valores eram usados para a compra de terrenos, maquinários agrícolas e propriedades rurais, além de repasses para sociedades como a Rocha Holding e a DJ Agropecuária.

A Rocha Holding também é alvo das investigações. O senador declarou possuir R$ 1,6 milhão em quotas da Rocha Holding Patrimonial Ltda, empresa que a PF descreve como instrumento para movimentar interesses de Rocha. A esposa do senador, Samya Lorene Rocha, também aparece vinculada à empresa.

Detalhes da Operação Sem Desconto

A nova fase da Operação Sem Desconto foi deflagrada a partir de elementos extraídos do celular do senador. A Polícia Federal aponta que ele atuaria como orientador de uma rede de lavagem de dinheiro. O advogado e empresário Willer Tomaz também é investigado por supostamente disponibilizar uma estrutura financeira e logística para o parlamentar.

Entre as suspeitas, a PF aponta que a compra de uma residência de R$ 6 milhões do senador, no Lago Sul, em Brasília, teria sido paga pela empresa WT Administração de Imóveis e Bens S/A, ligada a Tomaz. Além disso, a conta pessoal de Samya Lorene Rocha teria recebido mais de R$ 11 milhões de empresas controladas por Tomaz no período analisado.

Ao todo, a Polícia Federal cumpre 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão, expedidos pelo STF. A investigação mira Willer Tomaz e outras oito pessoas suspeitas de integrar o esquema criminoso.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.