Alimentação influencia qualidade do sono e pode reduzir sintomas de insônia, apontam estudos
Estudos indicam que padrões alimentares saudáveis e o cuidado com o que se come no jantar favorecem o descanso.
Por Redação Diário Local
A qualidade do sono está diretamente relacionada aos hábitos alimentares, segundo estudos recentes. Pesquisas indicam que manter um padrão alimentar saudável e organizar o horário das refeições pode favorecer o descanso e até diminuir o uso de medicamentos para dormir.
Um artigo publicado em julho no Journal of Internal Medicine encontrou uma associação entre a diversidade da microbiota intestinal e a qualidade do sono. A investigação mostrou que a ingestão de cápsulas com bactérias benéficas reduziu em 13,9% os sintomas de insônia crônica após um mês de tratamento contínuo.
Além disso, um editorial da revista Nutrients, publicado em 2025, reforçou que comportamentos alimentares saudáveis auxiliam no descanso. Em uma pesquisa realizada com 570 estudantes de medicina e divulgada na mesma revista, a organização das refeições ajudou a reduzir a necessidade de remédios para dormir.
Por que a alimentação afeta o sono?
A relação entre comer e dormir é bidirecional. Uma pessoa com má alimentação pode apresentar um sono fragmentado e, consequentemente, sentir mais necessidade de consumir carboidratos de rápida absorção e alimentos calóricos para manter o nível de energia durante o dia.
Para evitar esse ciclo, especialistas sugerem a prática da higiene circadiana. Isso consiste em integrar hábitos saudáveis à rotina para que o corpo consiga adormecer e manter a continuidade do sono ao deitar. Manter horários regulares para se alimentar e refeições equilibradas são estratégias para alinhar os ritmos biológicos.
Quais alimentos evitar e quais consumir?
Uma recomendação importante é jantar cedo, permitindo um intervalo de jejum de ao menos duas horas antes de ir para a cama. Devem ser evitados alimentos de digestão lenta, como carnes vermelhas e preparações muito gordurosas, que exigem maior esforço do organismo durante o repouso.
Estimulantes como café, bebidas energéticas e refrigerantes com cafeína também devem ter o consumo limitado, inclusive à tarde, pois dificultam que o corpo reconheça os sinais de cansaço. O álcool deve ser evitado porque, apesar da sensação inicial de relaxamento, ele provoca microdespertares e interrompe o sono REM, fase essencial para a higiene cerebral.
Como aliados, o consumo de alimentos que contêm triptofano, como leite, derivados, sementes e oleaginosas, é indicado. Além disso, uma dieta que inclua peixes, frutas e vegetais ajuda a melhorar o descanso. No entanto, especialistas ressaltam que nenhum alimento resolve a insônia sozinho, sendo necessário um padrão alimentar saudável e bons hábitos constantes.
Procure avaliação médica.
