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Saúde

Amigo doa rim para trabalhador rural e encerra espera de seis anos por transplante no Espírito Santo

Edmilson Lomar passou seis anos em hemodiálise antes de receber o transplante de rim doado por Valtanir Mateus no Hospital Evangélico.

Por Redação Diário Local

O trabalhador rural Edmilson Domingos Lomar, de 53 anos, recebeu um transplante de rim doado pelo amigo Valtanir Mateus, de 54 anos, após enfrentar seis anos de hemodiálise no Espírito Santo. O procedimento foi realizado há duas semanas no Hospital Evangélico de Vila Velha (HEVV).

Naturais de Irupi, os dois amigos se conheceram na lavoura e mantêm vínculo há mais de três décadas. A doação entre pessoas sem parentesco de sangue exigiu uma autorização judicial para que o processo fosse concluído, seguindo a legislação vigente.

Como era a rotina da hemodiálise?

Antes do transplante, Edmilson precisou mudar-se de sua cidade para Linhares para facilitar o acesso ao tratamento. O trabalhador relatou que as sessões de hemodiálise ocorriam três vezes por semana e duravam entre três horas e meia e quatro horas.

O processo de tratamento causava desgaste físico intenso. Segundo o paciente, a rotina de hemodiálise era o que garantia sua sobrevivência enquanto aguardava a oportunidade de realizar o transplante renal.

Regras para a doação de órgãos

O gerente ambulatorial do HEVV e responsável pelo Serviço de Transplantes, Bruno Majevski, explicou que a presença de um doador vivo compatível agiliza o processo, pois não é necessário depender da lista de espera por órgãos de doadores falecidos.

De acordo com Majevski, a legislação brasileira permite a doação de órgãos entre parentes de até quarto grau. Nos casos em que não há relação de sangue, como ocorreu entre os amigos, é obrigatória a obtenção de um alvará judicial para autorizar o procedimento.

Dados sobre transplantes no estado

Em 2025, o Espírito Santo registrou a realização de 104 transplantes renais, sendo 27 realizados com doadores vivos e 77 com doadores falecidos.

Já no Hospital Evangélico de Vila Velha, o balanço de 2026 aponta 131 transplantes realizados em diversas áreas, como rim, córnea, coração e fígado. Desse total, 36 foram de rins, dos quais 11 contaram com doadores vivos e 25 com doadores falecidos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.