Anorgasmia pode indicar necessidade de atenção médica se persistir por três meses
Dificuldade recorrente de atingir o ápice sexual pode estar ligada a questões físicas e mentais, segundo especialista.
Por Redação Diário Local
A anorgasmia, caracterizada pela dificuldade recorrente ou ausência de orgasmo, pode ser causada por uma falha na resposta do organismo aos estímulos, mesmo quando existe desejo sexual. Segundo a ginecologista e sexóloga Juliana Honorato, a condição não está necessariamente ligada à falta de vontade, mas sim a como o corpo reage ao ato sexual.
A especialista explica que a capacidade de atingir o orgasmo pode ser influenciada por múltiplos fatores. Entre eles estão o momento de vida atual, a autoestima, a forma como a sexualidade foi construída e a maneira como o indivíduo explora o próprio erotismo.
Embora nem sempre represente um problema de saúde, a dificuldade em alcançar o prazer merece atenção quando se torna persistente. O sinal de alerta deve ser acionado se a situação ocorrer de forma recorrente e durar mais de três meses.
Outros critérios que indicam a necessidade de investigação profissional incluem se a dificuldade acontece independentemente do tipo de relação praticada. Além disso, casos que geram sofrimento emocional ou incômodo constante para a pessoa devem ser priorizados em uma consulta.
Como é feito o diagnóstico?
Não existe um exame laboratorial ou de imagem para identificar a anorgasmia. O diagnóstico é estritamente clínico, realizado por meio da anamnese, que consiste em uma entrevista detalhada conduzida pelo profissional durante a consulta.
Dependendo do caso, o atendimento pode exigir uma abordagem multiprofissional. O trabalho conjunto entre ginecologistas, sexólogos, psiquiatras ou fisioterapeutas pode ser necessário para identificar a origem exata da questão.
Tratamento e autoconhecimento
Como não há uma abordagem única para o tratamento, as estratégias dependem da causa específica de cada paciente. A solução é personalizada conforme as necessidades identificadas durante a avaliação clínica.
No caso das mulheres, o desconhecimento sobre o próprio corpo é apontado como um dos principais fatores. De acordo com Honorato, muitas mulheres têm dificuldade em reconhecer as sensações de prazer, pois podem ter tido contato com a relação sexual antes de aprenderem a identificar sua própria satisfação.
Procure avaliação médica.
