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Saúde

Antisséptico com compostos naturais combate fungo resistente em hospitais

Estudo mostra que formulação com clorexidina e compostos naturais reduz a resistência de fungo causador de infecções hospitalares.

Por Redação Diário Local

Uma formulação antisséptica à base de clorexidina alcoólica a 0,5% combinada com compostos orgânicos naturais demonstrou capacidade de inibir e reduzir a resistência do fungo Candida parapsilosis. O microrganismo é uma das principais causas de infecções em ambientes hospitalares devido à sua facilidade em formar biofilmes em dispositivos médicos e superfícies.

O estudo, publicado na revista Pathogens, indica que o uso de fitoterápicos, como o eugenol e o mentol, potencializa a ação antimicrobiana. Além da eficácia contra o fungo, a associação com esses componentes naturais visa mitigar o ressecamento da pele, efeito colateral comum do uso contínuo de álcool por profissionais de saúde.

Por que o fungo é um risco nos hospitais?

O C. parapsilosis costuma viver na microbiota humana sem causar danos. No entanto, o risco de infecções graves aumenta quando o fungo entra em contato com feridas, incisões cirúrgicas ou dispositivos implantados, como cateteres.

Nos hospitais, a contaminação ocorre frequentemente de forma cruzada, por meio das mãos dos profissionais de saúde. O fungo apresenta grande capacidade de aderir tanto à pele humana quanto a materiais plásticos e superfícies inanimadas, dificultando a desinfecção.

Como funciona a nova composição?

A pesquisa busca desenvolver um produto que supere a resistência de microrganismos aos antissépticos e desinfetantes tradicionais. A proposta utiliza a sinergia entre a clorexidina e compostos como o eugenol e o mentol para aumentar a eficácia contra o fungo.

Para os testes in vitro, foram utilizadas amostras de fungos obtidas das mãos de 60 profissionais que trabalham em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica e oncológica. Os resultados mostraram que a mistura é eficiente na eliminação do microrganismo.

Quais são os próximos passos da pesquisa?

O grupo de pesquisadores trabalha nesta linha de estudos desde 2023. Atualmente, a equipe realiza avaliações complementares de eficácia e testes de toxicidade utilizando o modelo de invertebrado Caenorhabdith elegans.

Novas etapas de testes estão sendo conduzidas em pedaços de pele de porco, por serem mais próximos da pele humana, em fase final de laboratório. Em outubro (2026), uma das pesquisadoras viajará para Portugal para realizar novos testes em diferentes tipos de superfícies em parceria com a Universidade do Minho.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.