Anvisa suspende venda e propaganda de produtos de duas farmácias de manipulação
Medida contra a Puríssima e a Citrus ocorre após identificação de venda de medicamentos sem prescrição médica e falta de registro de produtos.
Por Redação Diário Local
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da comercialização e da propaganda de produtos de duas farmácias de manipulação devido a irregularidades na venda de medicamentos. As medidas foram publicadas nesta segunda-feira (4) no Diário Oficial da União (DOU) e envolvem as empresas Puríssima Farmácia de Manipulação e Citrus Farmácia de Manipulação.
A decisão contra a Puríssima Farmácia de Manipulação ocorreu após a agência comprovar a oferta do produto Puríssima Saúde Personalizada pela internet. Segundo o órgão, a comercialização era feita sem a exigência de prescrição por um profissional habilitado.
A Citrus Farmácia de Manipulação também foi alvo da suspensão por divulgar e vender medicamentos manipulados de forma padronizada por meio de site e redes sociais. A Anvisa explicou que, por regra, os medicamentos manipulados devem ser preparados de maneira individualizada para cada paciente e mediante receita médica.
De acordo com a agência, a prática de oferecer produtos prontos e padronizados contraria as normas que disciplinam a manipulação de fármacos. O objetivo da norma é garantir que cada fórmula atenda às necessidades específicas de quem a utiliza.
Proibição de produtos de cannabis
A Anvisa também proibiu a propaganda e a venda de todos os produtos derivados de cannabis divulgados pela empresa Vitanabis Intermediação e Serviços Ltda., responsável pela plataforma Qura App. A investigação apontou que os itens eram anunciados em redes sociais e sites sem o registro sanitário ou a autorização necessária.
A medida de suspensão se aplica não apenas à empresa, mas também a pessoas físicas, outras empresas e veículos de comunicação que atuem na comercialização ou na divulgação desses produtos sem a devida regularização.
Apreensão de gases medicinais
Outra determinação da agência envolve a empresa C Alles Ribeiro Ltda., para a qual foi ordenada a apreensão de todos os gases medicinais fabricados. A Anvisa identificou que a fabricante não possui autorização de funcionamento para a produção de medicamentos.
Devido à falta de autorização, foram proibidas a fabricação, a importação, a distribuição e o uso de todos os gases produzidos pela referida empresa. A medida visa assegurar o controle sanitário sobre substâncias que podem impactar diretamente a saúde pública.
