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Saúde

Brasil lidera busca mundial por cirurgia para levantar mamas sem uso de prótese

Procura por mastopexia cresceu 53% desde 2022, enquanto implantes de silicone registram queda no país, segundo dados da ISAPS.

Por Redação Diário Local

O Brasil lidera mundialmente a procura por mastopexia, cirurgia realizada para o levantamento das mamas sem o uso de próteses de silicone. Segundo dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), o país registrou 219.599 procedimentos do tipo em 2025, o que representa um crescimento de mais de 53% em relação aos 143.065 casos realizados em 2022.

O avanço da mastopexia ocorre em um cenário de declínio para os implantes mamários. Em 2022, foram registrados 243.923 implantes de silicone no país, número que caiu para 222.847 em 2025, uma retração de 8,6% comparada ao ano anterior.

A preferência brasileira coloca o país à frente de outras nações na realização desse procedimento, como os Estados Unidos, que ocupam o segundo lugar com 155.406 casos, e a Turquia, em terceiro, com 58.330.

Por que a busca por levantamento de mamas cresceu?

Especialistas apontam que a busca por resultados mais naturais é um dos principais motores dessa mudança. Segundo o cirurgião plástico Ariosto Santos, o movimento está alinhado ao receio de algumas mulheres em relação a complicações ligadas ao silicone e ao desgaste de ter que substituir a prótese em aproximadamente 10 anos.

Outro fator relevante é a perda de peso acelerada. O uso de medicamentos emagrecedores, dietas rigorosas e cirurgias bariátricas tem contribuído para uma flacidez acentuada nas mamas. O cirurgião Humberto Pinto explica que, quando a perda de tecidos é grande, a mastopexia é indicada para tratar a mama caída, enquanto a prótese é recomendada quando há perda de volume.

O perfil das pacientes tem variado, incluindo mulheres que passaram pelo período de pós-gestação e amamentação, além de pessoas que buscam corrigir a flacidez que antes aceitavam. De acordo com Ricardo Abelha, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Regional Espírito Santo, as pacientes estão mais informadas e buscam apenas "levantar" o tecido.

Quais são os cuidados e limitações do procedimento?

A mastopexia atua no reposicionamento da aréola e do tecido mamário, removendo o excesso de pele para compor um novo contorno, mas não altera significativamente o tamanho dos seios nem preenche o colo da mama. Para quem deseja maior volume, a indicação costuma ser a cirurgia de aumento.

O cirurgião Ariosto Santos faz um alerta sobre o uso de enxerto de gordura, técnica por vezes associada ao procedimento. Ele explica que parte da gordura pode ser absorvida pelo organismo, o que pode gerar microcalcificações visíveis em exames de imagem, podendo ser confundidas com lesões em avaliações mastológicas.

Por fim, é importante destacar que o resultado não é permanente. O envelhecimento e a ação da gravidade continuam agindo sobre o corpo. Fatores como tipo de pele, hábitos alimentares, variações de peso, atividade física, novas gestações e até o uso de sutiã podem antecipar a queda do tecido mamário.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.