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Saúde

Brincadeiras desafiadoras ajudam crianças a lidar melhor com o estresse na vida adulta

Estudo indica que testar limites físicos e cognitivos durante o brincar arriscado fortalece a resiliência emocional e motora.

Por Redação Diário Local

Crianças que participam de brincadeiras desafiadoras e empolgantes durante a infância tendem a ter um desenvolvimento emocional e físico mais preparado para lidar com situações de estresse ao longo da vida. A conclusão faz parte de um estudo intitulado "Jogo arriscado infantil e resiliência: Perspectivas de profissionais de atendimento de emergência", publicado pela editora Wiley.

De acordo com a análise, médicos e enfermeiros acreditam que os adultos devem apoiar as crianças a testarem seus limites físicos e cognitivos durante o brincar arriscado. O papel dos responsáveis seria intervir apenas em atividades que possam levar a lesões graves, permitindo a exploração sem interferência excessiva.

Quais os benefícios das brincadeiras ao ar livre?

A psicopedagoga com especialização em Neurociência Cognitiva, Elaine Cristina da Silva, explica que as atividades ao ar livre favorecem o desenvolvimento infantil por envolverem o corpo, o pensamento e as emoções simultaneamente. Segundo a especialista, os ganhos ocorrem em diferentes dimensões.

No aspecto físico, essas práticas proporcionam oportunidades para desenvolver equilíbrio, coordenação motora, força, consciência corporal e habilidades de movimento. Já na dimensão emocional, enfrentar desafios proporcionais às próprias capacidades pode contribuir para a autoconfiança e para a forma como a criança lida com situações de incerteza.

Do ponto de vista cognitivo, o brincar ao ar livre exige que a criança observe, antecipe consequências, planeje movimentos, resolva problemas e modifique estratégias quando algo não funciona. Essas experiências são fundamentais para os processos de aprendizagem.

Como compensar a falta de espaços naturais?

A redução das atividades ao ar livre pode limitar a diversidade de experiências motoras, sociais e cognitivas na infância. Quando essas oportunidades são escassas, as crianças têm menos chances de explorar o ambiente, testar limites, negociar com outras crianças e tomar decisões com independência.

Para o contexto urbano, espaços como parques, praças, pátios escolares e outros locais públicos adequados podem oferecer as oportunidades necessárias de exploração e movimento. Segundo Elaine Cristina da Silva, não é preciso transformar toda experiência em uma atividade estruturada; materiais simples e diferentes desafios podem estimular a criatividade.

Sobre o uso de tecnologias, a especialista ressalta que, embora as ferramentas digitais ofereçam possibilidades de aprendizagem e entretenimento, elas não substituem integralmente as experiências corporais e sociais. Ao correr, equilibrar-se e manipular objetos, a criança integra respostas físicas, emocionais e cognitivas que o ambiente digital não supre totalmente.

Procure avaliação profissional.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.