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Saúde

Afastamentos por burnout cresceram 493% no Brasil entre 2021 e 2024

Dados do Ministério da Previdência Social mostram salto de 823 para 4.880 registros de esgotamento profissional no país.

Por Redação Diário Local

Os afastamentos por esgotamento profissional, o burnout, registrados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) apresentaram um salto de 493% no Brasil entre 2021 e 2024. Segundo dados do Ministério da Previdência Social, o número de registros subiu de 823 para 4.880 no período.

Apenas no primeiro semestre deste ano, o órgão contabilizou 3.494 novos casos da condição. O crescimento acentuado evidencia o impacto do estresse e da falta de cuidado com a saúde mental no cotidiano dos trabalhadores brasileiros.

O cenário de fadiga profissional também possui repercussões econômicas globais. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), transtornos mentais vinculados ao ambiente de trabalho provocam a perda de cerca de 12 bilhões de dias úteis por ano na economia mundial.

O prejuízo financeiro causado por essa perda de produtividade é estimado em aproximadamente um trilhão de dólares anuais. O dado reforça como a saúde mental dos colaboradores impacta diretamente o equilíbrio financeiro de países e instituições.

Qual o impacto do burnout no mercado?

O esgotamento não afeta apenas o profissional de forma individual, mas também o desempenho das instituições de maneira coletiva. Empresas enfrentam perdas de talentos, queda de produtividade e perda de memória institucional quando os colaboradores adoecem.

O profissional nessa condição pode apresentar queda de rendimento e maior propensão a erros, o que pode afetar a dinâmica de toda a equipe. O que muitas vezes é confundido com dedicação extrema pode resultar, na prática, em desperdício de capital humano.

Contexto do estresse profissional

O Brasil ocupa atualmente a segunda posição mundial em casos de esgotamento profissional, de acordo com a International Stress Management Association. A posição do país no ranking global sinaliza um alerta sobre os padrões de trabalho adotados.

O aumento dos números reflete uma tendência de profissionais que adiam o autocuidado até que o organismo imponha limites físicos ou mentais. O descanso é apontado por especialistas como uma medida de manutenção necessária para que o trabalho se torne sustentável.

Nesse contexto, o respeito aos limites individuais é visto como um exercício de responsabilidade. Preservar a integridade pessoal é considerado um passo fundamental para evitar a autodestruição e garantir a continuidade das atividades profissionais a longo prazo.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.