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Saúde

Campanha Nacional de Multivacinação encerra nesta terça-feira (1) com 8 milhões de doses aplicadas

Mobilização do Ministério da Saúde para crianças e adolescentes encerra ciclos, mas doses continuam disponíveis no SUS.

Por Redação Diário Local

A Campanha Nacional de Multivacinação termina nesta terça-feira (1). Desde o início da mobilização, em 3 de agosto, o Ministério da Saúde registrou a aplicação de mais de 8 milhões de doses de imunizantes em todo o país para combater doenças preveníveis.

O público-alvo da ação são crianças e adolescentes menores de 15 anos. Durante a campanha, que é realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com estados e municípios, o Dia D, ocorrido no sábado (22), foi um dos marcos da mobilização, com mais de 1 milhão de doses aplicadas apenas naquela data.

A iniciativa contempla a proteção contra diversas enfermidades, como sarampo, dengue, hepatites A e B, difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, além de influenza (gripe) e covid-19. Estão no cronograma também vacinas para prevenir infecções por rotavírus, pneumonias, meningites, febre amarela, caxumba, rubéola, varicela (catapora) e o papilomavírus humano (HPV).

Uma novidade nesta edição foi a oferta da vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20). O imunizante foi incorporado ao Calendário Nacional de Vacinação este ano e protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por causar pneumonias e meningites.

Pais e responsáveis podem aproveitar o último dia da mobilização para procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. O objetivo é garantir a atualização do Calendário Vacinal de crianças e adolescentes.

As vacinas continuam disponíveis após o fim da campanha?

Sim. Mesmo com o encerramento da Campanha Nacional de Multivacinação, as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação seguem disponíveis regularmente durante todo o ano. A imunização pode ser realizada no Sistema Único de Saúde (SUS) e em pontos de vacinação organizados por estados e municípios.

O processo segue o histórico de cada paciente. Após a avaliação da caderneta de vacinação, os profissionais de saúde identificam as doses necessárias para iniciar, completar ou atualizar o esquema vacinal recomendado para o paciente.

Reforço contra o sarampo em São Paulo

Em paralelo, a vacinação contra o sarampo foi intensificada em municípios paulistas, como São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. A medida foi adotada após a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmar casos da doença no estado.

Até a quarta-feira (27), foram registradas 26 ocorrências de sarampo em São Paulo apenas em 2026. Dos infectados, 19 pessoas não tinham sido vacinadas ou apresentavam o esquema vacinal incompleto. Em 2025, o estado registrou 38 casos da doença, classificados como importados ou relacionados à importação.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.