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Saúde

Câncer de intestino tem estimativa de 53,8 mil novos casos por ano, diz Inca

Doença é o terceiro tipo de câncer mais comum no Brasil e apresenta aumento de 18% nas estimativas para o triênio 2026-2028.

Por Redação Diário Local

O câncer de intestino, também conhecido como câncer colorretal, deve registrar uma estimativa de 53.810 novos casos anuais durante o triênio 2026-2028. O dado é do Instituto Nacional de Câncer (Inca) e aponta uma alta de 18% em relação ao triênio anterior.

A doença é o terceiro tipo de câncer mais frequente no Brasil, superada apenas pelo câncer de mama, em mulheres, e pelo de próstata, em homens. A maioria dos diagnósticos ocorre após a quinta década de vida, com maior incidência a partir dos 60 anos.

No entanto, um relatório da American Cancer Society (ACS) indica um cenário diferente nos Estados Unidos, com aumento rápido de casos entre pessoas de 20, 30 e 40 anos. Nestes pacientes mais jovens, os tumores costumam ser mais agressivos e diagnosticados em estágios avançados.

Quais são os sinais de alerta?

O câncer colorretal pode não apresentar sintomas em sua fase inicial. Entre os principais sinais que exigem atenção estão a presença de sangue nas fezes, a alteração persistente do hábito intestinal, mudanças no formato das fezes, dor abdominal recorrente e perda de peso sem motivo aparente.

A anemia sem explicação também pode estar associada à condição. O diagnóstico precoce é decisivo para o prognóstico, uma vez que as chances de cura ultrapassam 90% quando a doença é detectada no começo.

Como funciona o rastreamento?

O Ministério da Saúde recomenda que o rastreamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) comece aos 50 anos, por meio do exame de sangue oculto nas fezes. Por outro lado, a Sociedade Brasileira de Coloproctologia indica que a colonoscopia deve ser feita a partir dos 45 anos, inclusive para quem não apresenta sintomas.

Recentemente, o Ministério da Saúde anunciou a incorporação do teste imunoquímico fecal (FIT) ao SUS. O exame, que deve começar a ser oferecido em até seis meses, detecta sangue invisível a olho nu e atua como um filtro para definir a necessidade de uma colonoscopia, que identifica a origem do sangramento e permite retirar lesões.

Fatores de risco e tratamento

A alimentação está diretamente ligada ao desenvolvimento da doença. O consumo excessivo de carne vermelha, alimentos ultraprocessados e álcool, além de obesidade e sedentarismo, são fatores de risco. Uma dieta rica em fibras é recomendada para reduzir a exposição do intestino a substâncias nocivas.

Nas fases iniciais, o tratamento costuma ser feito apenas com cirurgia. Quando o câncer atinge os linfonodos, pode ser necessária quimioterapia preventiva. Em casos de metástase, o tratamento geralmente inclui quimioterapia associada a medicamentos biológicos ou imunoterapia.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.