Diário Local
Saúde

Câncer de pâncreas causa 20 mortes em cidades do Sul de Minas neste ano

Em 2026, foram registrados 20 óbitos pela doença nas principais cidades da região; especialistas alertam para a falta de exames de rastreio.

Por Redação Diário Local

O câncer de pâncreas causou 20 mortes nas principais cidades do Sul de Minas durante o ano de 2026. As fatalidades foram registradas nos municípios de Varginha, Poços de Caldas, Pouso Alegre e Passos.

Em Varginha e Poços de Caldas, foram contabilizados seis óbitos em cada cidade. Já os municípios de Pouso Alegre e Passos registraram quatro mortes cada. O tumor é reconhecido pela medicina como uma das formas mais agressivas de câncer, dificultado pelo fato de não haver um exame de rastreio eficaz para a população geral.

Em 2025, a Secretaria de Estado de Saúde registrou 381 diagnósticos da doença em Minas Gerais, sendo que 17 ocorreram nas quatro maiores cidades da região Sul mineira: sete em Varginha, cinco em Poços de Caldas, três em Pouso Alegre e dois em Passos.

Por que o diagnóstico é difícil?

A dificuldade em identificar a doença precocemente é um desafio comum. Segundo a oncologista clínica Helenna Maria da Silveira Ribeiro, não existem estudos que comprovem a eficácia de exames de rastreamento para mudar o prognóstico de pacientes que não possuem fatores genéticos conhecidos.

A especialista esclarece que a única exceção para a realização de exames preventivos, como a ressonância de abdômen anual, são pacientes que já possuem alterações genéticas confirmadas, principalmente as mutações BRCA1 e BRCA2. Para o restante da população, não há benefício comprovado em exames de rotina para essa finalidade.

Devido à natureza silenciosa da doença, o elevado número de óbitos está relacionado à descoberta tardia. Os sinais costumam aparecer apenas quando o quadro clínico já está avançado.

Quais são os principais sintomas?

Os sinais mais frequentes do câncer de pâncreas incluem dor na parte superior do abdômen, pele e olhos amarelados (icterícia), urina escura (colúria) e fezes claras (acolia). Embora esses sintomas surjam com mais frequência em fases avançadas, podem ocorrer também náuseas, vômitos e perda de peso em estágios iniciais.

A médica orienta que o atendimento especializado deve ser buscado ao notar qualquer alteração persistente, especialmente por parte de grupos de risco. Entre os fatores que exigem maior atenção estão pacientes com histórico familiar de câncer de pâncreas ou outros tumores, além de pessoas com histórico de etilismo (consumo de álcool), tabagismo, obesidade e diabetes de longa data.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.