Ministério da Saúde habilita Centro de Convivência em Carmo para fortalecer rede de saúde mental
Centro de Convivência Paula Cerqueira terá aporte anual de R$ 420 mil para ampliar ações de inclusão e saúde mental no município.
Por Redação Diário Local
O Ministério da Saúde habilitou um Centro de Convivência (CECO) na cidade de Carmo, no interior do Rio de Janeiro, para fortalecer a rede de saúde mental do Sistema Único de Saúde (SUS). Com a medida, o Centro de Convivência Paula Cerqueira passa a contar com um aporte anual de R$ 420 mil para ampliar as atividades desenvolvidas no município.
A habilitação foi oficializada por meio das Portarias GM/MS nº 12.016 e GM/MS nº 12.013, publicadas no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (24). A unidade é a oitava a ser habilitada pelo governo federal para receber recursos destinados ao fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).
Segundo o diretor do Departamento de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde, Marcelo Kimati, os Centros de Convivência já integram a rede de atenção há anos. Ele afirma que os espaços demonstram potência na promoção da saúde mental, da cidadania e da inclusão social.
Para o diretor, o novo financiamento federal é uma estratégia fundamental para a reabilitação psicossocial. O objetivo é reforçar a construção de vínculos comunitários entre os usuários do serviço.
Como funciona o atendimento em Carmo
O Centro de Convivência Paula Cerqueira está localizado na Praça Princesa Isabel, nº 91. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, com atendimento disponível das 7h às 17h.
O espaço é aberto à comunidade e oferece atividades voltadas ao fortalecimento de laços sociais, ao protagonismo dos participantes e à promoção da cidadania. A proposta é facilitar a circulação nos territórios e promover a inclusão por meio de convivência, cultura, esporte e lazer.
A unidade também estimula a economia solidária. O objetivo é permitir que os participantes reconheçam suas potencialidades e ampliem as possibilidades de geração de renda por meio de empreendimentos coletivos.
Entre as frentes de atuação para a autonomia financeira estão atividades como o artesanato e a culinária, que auxiliam na inserção social e na construção de novos vínculos no município.
