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Saúde

Médico alerta para cuidados essenciais e importância do consentimento no sexo anal

Especialista destaca que o uso de lubrificantes adequados e o respeito ao limite da dor são fundamentais para a prática segura.

Por Redação Diário Local

O consentimento deve ser o cuidado prioritário antes de qualquer medida técnica em práticas de sexo anal, conforme orienta o coloproctologista Danilo Munhóz. O médico ressalta que a atividade só deve ocorrer quando os parceiros possuem desejo real, sentem-se seguros e têm conforto para mudar de ideia a qualquer momento.

Para o especialista, o ato não deve ser encarado como um "presente" ou uma moeda de troca entre as pessoas. Aceitar a prática por medo de perder o parceiro, para evitar discussões, por insistência ou para demonstrar afeto não representa uma escolha verdadeiramente livre.

Do ponto de vista físico, Munhóz explica que a região anal é muito sensível e não possui lubrificação natural suficiente. Por essa razão, é fundamental o uso de uma quantidade generosa de lubrificante específico para a prática sexual, com preferência para os de base aquosa ou de silicone.

O uso de produtos oleosos, como vaselina ou óleos corporais, é contraindicado se houver o uso de preservativos de látex. Segundo o médico, essas substâncias podem aumentar o risco de rompimento da camisinha, comprometendo a proteção.

Quanto à proteção contra infecções, a recomendação é que o preservativo seja utilizado do início ao fim da prática. Além disso, a camisinha deve ser trocada sempre que houver mudança entre diferentes regiões do corpo ou o compartilhamento de acessórios entre os parceiros.

Em relação à higiene, a orientação médica é realizar apenas a limpeza externa com água morna e produtos suaves. Devem ser evitados itens perfumados ou lavagens agressivas, como o uso de duchas intestinais (conhecidas como "chuca").

O coloproctologista enfatiza ainda que a dor não deve ser normalizada ou suportada até que o corpo se acostume. A prática deve ser feita de forma gradual, e a presença de dor deve servir como um aviso imediato para interromper o ato.

A busca por avaliação médica profissional é indicada caso surjam sintomas como desconforto intenso ou persistente, sangramentos recorrentes, feridas, secreção ou febre. Alterações no hábito de evacuar também são sinais que devem ser investigados por um especialista.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.