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Doação de órgãos

Marido autoriza doação de órgãos da esposa após morte por AVC em Araxá

Após a morte de Lílian Raquel Duarte da Silva por AVC, marido autorizou a doação de rins e córneas para ajudar outras pessoas.

Por Redação Diário Local

O técnico de projetos Adriano Duarte da Silva, de 53 anos, autorizou a doação dos órgãos de sua esposa, Lílian Raquel Duarte da Silva, de 49 anos, após o falecimento dela por um AVC hemorrágico em Araxá.

Lílian faleceu em janeiro de 2024, após um período de internação em coma. Com a permissão de Adriano e dos filhos, as córneas e os rins da empresária foram doados para transplante.

A decisão ocorreu após a equipe médica informar à família sobre a impossibilidade de recuperação devido à falência cerebral. Embora o casal não tivesse conversado previamente sobre a doação, o marido afirmou que a escolha refletia a personalidade da esposa, que tinha o hábito de ajudar outras pessoas.

Como ocorreu o quadro de saúde

O problema de saúde de Lílian começou em 11 de dezembro de 2024, quando ela passou mal enquanto dava aulas de crisma em uma igreja. Na ocasião, ela apresentou uma forte dor de cabeça e perda de movimentos, sendo levada ao hospital, mas o problema não foi identificado de imediato.

Na noite de 1º de janeiro, a mulher sofreu uma queda em sua residência e precisou ser socorrida novamente. Ela permaneceu internada por quatro dias em estado de coma até o óbito, causado pelo acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico.

A importância do Setembro Verde

O relato ocorre durante o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização e ao incentivo à doação de órgãos e tecidos no Brasil. A campanha reforça o Dia Nacional da Doação de Órgãos, celebrado em 27 de setembro.

De acordo com o Ministério da Saúde, foram realizados 17.458 transplantes de órgãos no Brasil no primeiro semestre de 2026. O país segue um modelo de lista única de espera gerido pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT), com priorização por critérios técnicos e de compatibilidade.

A legislação brasileira determina que a retirada de órgãos para transplante após a morte exige o consentimento formal de familiares. Por isso, especialistas reforçam que é fundamental conversar com pessoas próximas sobre o desejo de ser doador.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.