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Saúde

Zumbido no ouvido após festas pode ser sinal de lesão auditiva, alerta médico

Sintoma conhecido como tinnitus pode ser causado por sons intensos e até esconder danos internos mesmo quando o barulho desaparece.

Por Redação Diário Local

Perceber um apito ou chiado persistente nas orelhas após a exposição a shows, festas, eventos esportivos ou explosões é uma situação comum, mas que pode indicar uma agressão ao sistema auditivo. O sintoma, conhecido como zumbido ou tinnitus, pode ser o primeiro sinal de que a audição foi afetada por níveis elevados de pressão sonora.

Embora o ruído muitas vezes desapareça de forma espontânea, o fim do zumbido não garante que não tenha ocorrido algum dano. Exposições sonoras intensas podem causar alterações nas conexões entre as células ciliadas da cóclea e as fibras do nervo auditivo, fenômeno denominado sinaptopatia coclear.

A orelha interna contém a cóclea, estrutura responsável por transformar vibrações sonoras em sinais elétricos enviados ao cérebro. Dentro dessa estrutura localizam-se as células ciliadas, que são extremamente especializadas na captação de frequências.

A exposição a níveis elevados de pressão sonora pode alterar, de forma temporária ou permanente, o funcionamento dessas células e de suas conexões com o nervo auditivo. Em eventos com música alta, é comum que a pessoa sinta também uma sensação de orelha tampada e redução temporária da audição.

No caso de explosões, o trauma acústico pode ser mais abrupto devido à intensidade da onda sonora em um curto intervalo de tempo. Diferente da exposição contínua em festas, a onda de uma explosão pode atingir as estruturas da orelha média e externa.

Dependendo da intensidade e da proximidade do ruído, o impacto pode causar perfuração da membrana timpânica, lesão na cadeia de ossículos e comprometimento da orelha interna. Por isso, o zumbido após uma explosão exige atenção redobrada.

O que fazer ao sentir zumbido?

A primeira medida recomendada ao notar o sintoma é interromper imediatamente novas exposições a sons intensos. Nas horas e dias seguintes, deve-se evitar ambientes excessivamente ruidosos, festas e o uso de fones de ouvido em volume elevado.

Isso não significa que o paciente deva permanecer em silêncio absoluto. O uso de sons ambientais confortáveis pode, inclusive, ajudar a tornar o zumbido menos perceptível durante o período de recuperação.

Se o zumbido for discreto, ocorrer nas duas orelhas (bilateral) e apresentar melhora progressiva, pode-se observar a evolução por um curto período. No entanto, se houver a sensação de que uma orelha escuta menos que a outra, não é recomendável apenas esperar.

A associação entre zumbido e perda auditiva súbita pode representar uma emergência otorrinolaringológica. Nesses casos, o sucesso do tratamento e a recuperação da saúde auditiva dependem diretamente da velocidade com que o atendimento é buscado.

Quando buscar ajuda imediata?

Além do zumbido, deve-se procurar atendimento médico urgente se surgirem outros sinais de alerta. Entre eles, destacam-se a tontura intensa e a dificuldade para permanecer em pé ou manter o equilíbrio.

A presença de dor forte, sangramento pela orelha, secreção ou redução significativa da audição também justifica avaliação imediata. Sintomas neurológicos devem ser reportados com prioridade ao especialista.

Mesmo que não haja urgência, o zumbido unilateral (em apenas uma orelha) e persistente merece investigação. O médico otorrinolaringologista pode indicar exames complementares para entender a origem da queixa.

Durante a avaliação, o profissional pode utilizar a otoscopia para examinar o conduto auditivo e a membrana timpânica. O exame de audiometria tonal é fundamental para determinar os limiares auditivos e quantificar perdas que o paciente ainda não percebeu.

Para prevenir o trauma acústico, especialistas recomendam reduzir o tempo de exposição a ruídos em ambientes profissionais ou de lazer. Afastar-se de caixas acústicas e utilizar protetores auriculares adequados são medidas que diminuem a carga sonora recebida pela cóclea.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.