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Saúde

Ministro da Saúde afirma que não existe tratamento para doença de Lito Sousa

Ministro da Saúde informou que o influenciador foi incluído na triagem de estudo de Harvard, mas participação depende de aval

Por Redação Diário Local

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta terça-feira (25) que não existe tratamento disponível no mundo para a doença de Creutzfeldt-Jakob, enfermidade que acometeu o influenciador Lito Sousa. O ministro informou que o governo federal está em contato com familiares e pesquisadores internacionais para apoiar a busca por centros de pesquisa sobre a doença.

Padilha declarou que foi feito um pedido para incluir o influenciador na fase inicial de testes conduzidos por Harvard, nos Estados Unidos. Segundo o ministro, essa pesquisa é a única ativa no mundo voltada ao tratamento específico da condição. O governo também afirmou que permanecerá à disposição para apoiar a família com novas atualizações.

Os responsáveis pelo estudo em Harvard informaram que Lito Sousa foi incluído na lista para a fase de triagem. No entanto, a participação efetiva no projeto ainda depende do cumprimento do cronograma do protocolo de pesquisa e da aprovação da FDA (Food and Drug Administration), órgão regulador dos Estados Unidos que possui função semelhante à da Anvisa.

Possibilidade de tratamentos e estudos

Antes da declaração do Ministério da Saúde, a família do influenciador já havia mencionado dois estudos como possíveis caminhos: o ION717, da farmacêutica Ionis Pharmaceuticals, e o PRiSM, realizado pelo Broad Institute, que é ligado a Harvard e ao MIT. No caso do estudo ION717, as vagas para voluntários já constavam como preenchidas.

Em relação ao estudo PRiSM, foi informado que Lito foi aceito para compor o chamado grupo controle. Nesse modelo de pesquisa clínica, os participantes passam por todos os exames e pelo mesmo acompanhamento médico do restante do grupo, mas não recebem a substância experimental que está sendo testada.

A participação no grupo controle significa que o voluntário segue os mesmos procedimentos médicos, mas sem o acesso ao medicamento em teste. Essa distinção é fundamental para validar a eficácia da substância em comparação ao acompanhamento padrão.

Decisão da família

A esposa de Lito Sousa, Mila, manifestou que a inclusão no grupo controle do estudo PRiSM não atenderia às expectativas da família. Segundo ela, a condição implicaria permanecer nos Estados Unidos sem a chance de receber, de fato, o tratamento experimental.

Diante do cenário de que a participação no estudo em questão não garantiria o acesso à substância em teste, a família optou por não seguir com o processo de inclusão no protocolo de Harvard.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.