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Saúde

Estudo indica que consumo controlado de torresmo pode não ser vilão para a saúde

Pesquisa da Universidade de Valladolid mostra que o petisco, quando incluído em dieta equilibrada, não causa danos metabólicos graves.

Por Redação Diário Local

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Valladolid, na Espanha, indica que o consumo de torresmo, quando feito de forma controlada e dentro de uma alimentação equilibrada, pode não trazer os prejuízos metabólicos frequentemente associados ao petisco. A pesquisa aponta que a inclusão moderada do alimento pode não gerar as consequências negativas para a saúde que se imaginava anteriormente.

O trabalho, publicado na revista científica Food Science & Nutrition, acompanhou cerca de 40 mulheres durante 98 dias. As participantes consumiram, duas vezes por semana, 150 gramas de uma especialidade espanhola semelhante ao torresmo brasileiro, o Torrezno de Soria, que é preparado com carne e pele de porco e frito em azeite extravirgem.

O que a ciência diz sobre o petisco?

Durante o experimento, parte das mulheres consumiu o alimento acompanhado de 200 gramas de vegetais. Os pesquisadores avaliaram fatores como peso, composição corporal, pressão arterial e níveis de colesterol e triglicerídeos.

A conclusão foi que a inclusão do torresmo em uma dieta de padrão mediterrâneo, especialmente quando combinado com fibras e vegetais, não provocou uma catástrofe metabólica. Pelo contrário, foram observadas melhoras em alguns indicadores associados à síndrome metabólica em mulheres saudáveis com sobrepeso.

O alimento é conhecido por conter proteínas e colágeno, apresentando quase zero de carboidratos, o que atrai seguidores de dietas com baixo consumo de açúcar e farinha. No entanto, os especialistas reforçam que os benefícios observados dependem de condições específicas.

Quais são os cuidados necessários?

A pesquisa ressalta que o estudo utilizou uma amostra pequena, composta apenas por mulheres, e analisou uma preparação específica feita em azeite extravirgem. Por isso, os resultados não devem ser aplicados automaticamente a versões industrializadas ou preparadas em gordura reaproveitada e com excesso de sal.

A principal lição é que os efeitos de um alimento dependem diretamente da quantidade, da forma de preparo, da frequência de consumo e dos acompanhamentos. O consumo de alguns pedaços junto a uma refeição equilibrada difere drasticamente de ingerir grandes quantidades de forma isolada.

Especialistas indicam que o petisco deve ser tratado com moderação, sem o objetivo de substituir frutas, legumes e outros itens essenciais de uma dieta variada. Procure avaliação médica para orientações nutricionais personalizadas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.