Exercícios de Kegel fortalecem o assoalho pélvico e podem melhorar a vida sexual
Prática de fortalecimento muscular ajuda na saúde íntima, melhora a lubrificação e pode facilitar o orgasmo.
Por Redação Diário Local
Os exercícios de Kegel são práticas indicadas para fortalecer o assoalho pélvico, auxiliar na sustentação dos órgãos e aprimorar a saúde íntima e a vida sexual feminina. O fortalecimento dessa musculatura pode aumentar a percepção sensorial durante o ato sexual e facilitar o alcance do orgasmo.
A prática também contribui para a melhora da lubrificação vaginal. Isso ocorre devido ao estímulo da circulação sanguínea na região, o que ajuda a reduzir dores e desconfortos durante a relação sexual.
De acordo com especialistas, um assoalho pélvico que equilibra força e relaxamento é fundamental para evitar espasmos e tensões. Esse equilíbrio proporciona uma melhora significativa na função sexual de forma geral.
Como identificar a necessidade de exercícios
Antes de iniciar as atividades, é fundamental passar por uma avaliação física com profissionais da área. Essa análise serve para identificar se os músculos pélvicos estão hipoativos, ou seja, fracos, ou hiperativos, que é quando estão excessivamente tensos.
Os sintomas de ambos os quadros podem ser muito parecidos, o que torna o diagnóstico profissional essencial. Entre as queixas comuns de ambos os problemas estão as falhas urinárias e dores intestinais.
Além disso, desconfortos sexuais também podem surgir tanto na fraqueza quanto na tensão muscular. Por isso, a identificação correta do tônus muscular determina qual tipo de exercício será o mais adequado para cada organismo.
Riscos do uso inadequado
A prática incorreta pode trazer prejuízos para a saúde se não houver a orientação adequada. Em casos específicos de rigidez muscular, realizar exercícios de fortalecimento tradicionais pode piorar a situação encontrada pela paciente.
Quando o exercício é aplicado de forma errada em músculos já rígidos, podem surgir novos problemas. Entre os efeitos colaterais relatados estão a dor ao urinar e o aumento da frequência de idas ao banheiro.
Outros sintomas negativos incluem o esforço excessivo para evacuar e a dificuldade em atingir o orgasmo. Diante de qualquer desconforto, a orientação é buscar avaliação médica especializada.
Formas de execução: Tradicional e Invertida
Existem dois métodos principais para realizar os movimentos, dependendo da condição da musculatura. O método tradicional é o mais recomendado para quem possui os músculos pélvicos enfraquecidos.
Para o treino tradicional, o passo a passo consiste em identificar os músculos da região e contraí-los por alguns segundos. O movimento deve simular o ato de segurar a urina, mantendo a contração por um período de cinco a 10 segundos.
Durante essa prática, é importante relaxar após a contração e repetir o processo. Recomenda-se que os movimentos sejam feitos de 10 a 15 vezes por dia, sempre lembrando de não prender a respiração durante o esforço.
Já a variação invertida é indicada especificamente para mulheres que sofrem com tensão na área pélvica. Nesse caso, o objetivo não é contrair, mas sim praticar uma espécie de "expiração" muscular.
Na técnica invertida, deve-se respirar fundo e concentrar-se apenas em soltar o assoalho pélvico. Não deve haver o esforço de segurar a urina ou evacuar, mas apenas o foco em relaxar a região. A recomendação para essa variação é de 10 repetições diárias.
Procure sempre avaliação profissional para identificar o método ideal para sua rotina e necessidades de saúde.
