Especialista aponta 5 cuidados essenciais para a saúde sexual além da prevenção
Além de métodos contraceptivos e proteção contra ISTs, especialista orienta sobre autoconhecimento, limites e combate à pressão por desempenho
Por Redação Diário Local
A saúde sexual envolve um equilíbrio entre o bem-estar físico e emocional, indo muito além da simples prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e do uso de métodos contraceptivos. O especialista em sexologia e sexualidade Januário Mourão destaca que o conhecimento sobre o próprio corpo e a comunicação de limites são fundamentais para a qualidade da vida íntima.
As orientações ganham relevância nesta sexta-feira (4), em razão do Dia Mundial da Saúde Sexual. Segundo o profissional, à frente do projeto 'Prazer! Te conhecer', informações seguras ajudam a reconhecer problemas e a questionar mitos que ainda influenciam o cotidiano das pessoas.
Um dos pontos centrais é a recomendação de não naturalizar a dor durante a relação sexual. Mourão observa que muitas mulheres aceitam o desconforto sem investigar as causas, comportamento que ele relaciona ao pouco conhecimento sobre o próprio prazer e a uma educação sexual que prioriza a satisfação do parceiro.
O autoconhecimento corporal aparece como um segundo pilar essencial para identificar preferências, sensações e limites. Compreender as próprias zonas erógenas e a resposta sexual facilita a comunicação sobre o que proporciona prazer, ajudando a sanar dúvidas comuns sobre desejo e orgasmo.
Para o público masculino, o especialista orienta rever cobranças excessivas relacionadas ao desempenho. Preocupações com o tamanho do pênis ou a duração da relação podem gerar ansiedade e reforçar padrões de masculinidade, o que pode contribuir para dificuldades como a disfunção erétil.
A importância do consentimento e dos limites
O estabelecimento de limites e o consentimento mútuo são considerados cuidados indispensáveis. De acordo com o especialista, cada pessoa deve ter a liberdade de expressar desejos ou recusas, combatendo situações de medo, constrangimento ou pressão que não devem fazer parte de uma relação saudável.
Por fim, Mourão defende que a busca por informações deve ser feita em fontes confiáveis. Ele alerta que relatos em redes sociais e informações sem respaldo científico podem criar regras gerais equivocadas que prejudicam o bem-estar.
O profissional ressalta que a educação sexual deve ser baseada em conhecimento científico e abranger diferentes fases da vida. Para ele, o trabalho educativo deve abordar o corpo, o prazer, o consentimento e os relacionamentos, criando condições para relações mais seguras e conscientes.
