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Saúde

Urologista alerta que uso de 'gaiola peniana' pode causar disfunção erétil permanente

Acessório que promete retardar a ejaculação pode provocar necrose, infecções na uretra e danos renais, alerta médico.

Por Davy Albuquerque

O uso da 'gaiola peniana', acessório comercializado para tentar controlar a ejaculação precoce, pode causar riscos graves à saúde, como disfunção erétil permanente, necrose e lesões pélvicas. O alerta sobre o dispositivo foi feito pelo urologista Alexandre Sallum.

O acessório, que pode ser fabricado em materiais como resina, plástico ou metal, funciona bloqueando fisicamente o crescimento do pênis para evitar a ereção completa. Segundo o médico, o dispositivo não atua sobre o desejo ou a libido do usuário.

A sensação de ganho de tempo antes do clímax é considerada falsa pelo especialista. O médico explica que o que ocorre é apenas um efeito causado pelo atrito e pela dor provocada pelo aperto excessivo na região.

O uso desse tipo de peça pode criar uma armadilha física e psicológica. Ao impedir o desenvolvimento do controle muscular do assoalho pélvico, o dispositivo pode gerar uma dependência de fatores externos e mascarar uma disfunção que atinge entre 10% e 20% da população masculina.

Quais são os riscos físicos do acessório?

O aperto constante também prejudica a saída da urina. O acúmulo de suor e resíduos dentro da trava rígida torna o local propício para inflamações e infecções dolorosas na uretra.

As complicações podem progredir de lesões na pele para o bloqueio de oxigênio e de sangue nos corpos cavernosos. Em casos graves, o uso de peças com tamanho incorreto pode resultar em necrose, danos renais e disfunção erétil definitiva.

Caso o acessório fique preso devido ao inchaço ou cause dor intensa, a recomendação é que o homem procure um pronto-socorro imediatamente para evitar danos maiores.

Como tratar a ejaculação precoce com segurança?

Para tratar a ejaculação precoce, a orientação é evitar promessas de produtos vendidos na internet e buscar ajuda de especialistas. O uso de dispositivos mecânicos sem orientação médica pode evoluir para distúrbios emocionais e psiquiátricos.

Tratamentos com comprovação científica envolvem o uso de medicamentos seguros, terapias comportamentais e a reeducação do assoalho pélvico. Esses métodos são indicados para evitar a necessidade de qualquer dispositivo que possa causar mutilações.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.