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Saúde

Hemorroida não impede a prática de sexo anal, mas exige cuidados para evitar feridas

Especialista orienta sobre o uso de lubrificantes e a importância de interromper a prática em caso de dor ou sangramento para evitar lesões.

Por Redação Diário Local

A presença de hemorroidas não impede a prática de sexo anal, desde que não haja sinais de dor ou sangramento no momento. Segundo o coloproctologista Danilo Munhóz, se a pessoa não apresentar desconforto, a atividade está liberada, mas exige cuidados para evitar que o prazer se transforme em trauma.

O médico explica que as hemorroidas são tecidos vasculares que fazem parte do canal anal e são estruturas naturais do corpo. O problema de saúde ocorre quando esses vasos sanguíneos ficam inchados, inflamados ou doloridos, podendo apresentar sintomas como coceira e o surgimento de pequenos carocinhos na região.

Para quem deseja manter a atividade sexual, a recomendação principal é o uso abundante de lubrificantes à base de água ou de silicone. O objetivo é reduzir o atrito durante o ato e prevenir o surgimento de lesões na mucosa anal.

Por outro lado, se houver qualquer sinal de dor, ardência ou sangramento, a orientação é interromper a relação imediatamente. O coloproctologista reforça que é necessário aguardar a recuperação total da região antes de retomar a prática.

Riscos de praticar durante crises

Realizar o sexo anal durante um período de inflamação pode agravar o quadro clínico do paciente. O atrito durante as crises pode aumentar o inchaço, intensificar a dor e provocar o rompimento da pele.

De acordo com o especialista, insistir na prática durante o desconforto pode transformar uma situação prazerosa em um problema de saúde recorrente. Tratar a inflamação é sempre o caminho mais indicado do que tentar ignorar o sintoma.

Caso a hemorroida esteja interferindo repetidamente na vida sexual, seja por dor, medo ou sangramento, o médico sugere buscar ajuda profissional para tratar a condição de forma definitiva. O tratamento pode variar entre o uso de pomadas e remédios até procedimentos em consultório ou cirurgias.

Prevenção de infecções e higiene

Um ponto de atenção importante envolve o risco de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Embora a hemorroida, por si só, não seja transmissora de doenças, o quadro clínico pode facilitar a contaminação.

Cortes, fissuras ou feridas abertas causadas pelo atrito funcionam como portas de entrada para agentes infecciosos, incluindo o HIV. Por esse motivo, o uso de preservativo é indispensável para garantir a segurança durante a prática.

O especialista recomenda que, ao notar qualquer ferida no local, a pessoa espere a cicatrização completa antes de voltar a ter relações sexuais. A manutenção de testes de rotina e vacinas em dia também é parte essencial dos cuidados.

No que diz respeito à higiene após o ato, o cuidado deve ser delicado. A recomendação é utilizar apenas água para limpeza, evitando o uso de sabonetes que possam irritar a pele já sensibilizada.

Não deve ser feito o movimento de esfregar a região para evitar irritações adicionais. A higiene suave ajuda a manter a integridade dos tecidos e auxilia no processo de recuperação da área afetada.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.