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Saúde

Hospital da Uerj oferece 100 vagas mensais de tratamento gratuito para dor crônica

Clínica da Dor, no Hospital Universitário Pedro Ernesto, disponibiliza 100 vagas por mês para pacientes com quadros como fibromialgia e artrite.

Por Redação Diário Local

O Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), oferece 100 vagas mensais para tratamento gratuito de pacientes com dor crônica. O atendimento é realizado pela Clínica da Dor, em Vila Isabel, por meio de uma equipe multidisciplinar que atua em quadros como fibromialgia, reumatismo, artrite reumatoide, cefaleia e problemas na coluna lombar.

A dor é considerada crônica quando persiste por mais de três meses. O serviço busca tratar a condição por meio de diversas abordagens, que podem incluir o uso de medicamentos, procedimentos intervencionistas, acompanhamento psicológico, fisioterapia, atividades físicas e técnicas de autogerenciamento.

O atendimento é direcionado a pacientes encaminhados pela atenção primária à saúde, como Unidades Básicas de Saúde (UBS), Clínicas da Família ou Centros Municipais de Saúde. O agendamento das consultas ocorre via Sistema Nacional de Regulação (Sisreg) ou pelo Sistema Estadual de Regulação (SER).

Como funciona o atendimento na Clínica da Dor?

A clínica conta atualmente com 18 profissionais integrados: oito médicos especialistas em dor, dois psicólogos, um psiquiatra, uma enfermeira, dois técnicos de enfermagem, dois fisioterapeutas e dois educadores físicos. Ao chegar ao ambulatório, o paciente passa por uma avaliação da equipe de enfermagem, respondendo a questionários sobre aspectos como ansiedade, depressão e níveis de incapacidade.

Com base nos resultados, os médicos definem o tratamento individualizado. A estrutura do centro permite a realização de procedimentos como infiltrações, bloqueios, infusão de medicamentos e estimulação magnética transcraniana. Esta última técnica utiliza um campo magnético para estimular regiões específicas do cérebro, auxiliando pacientes com níveis de dor muito elevados que apresentam dificuldade de adesão a outros tratamentos.

Qual o objetivo do tratamento multidisciplinar?

A proposta do serviço é atuar sobre as dimensões física, afetiva e cognitiva da dor. Segundo o médico e professor Nivaldo Ribeiro Villela, coordenador da clínica, a dimensão sensitiva refere-se à sensação física, enquanto a afetiva envolve alterações emocionais, como depressão e ansiedade, e a cognitiva diz respeito à interpretação que o paciente faz da dor.

Além do acompanhamento clínico, a unidade oferece um grupo de autogerenciamento. Durante sete semanas, grupos de até dez participantes participam de encontros com psicólogos, fisioterapeutas e educadores físicos. São trabalhadas técnicas de terapia cognitivo-comportamental, controle de ansiedade, higiene do sono e exercícios de relaxamento.

O objetivo é permitir que, após o ciclo de sete semanas, o paciente consiga aplicar as estratégias aprendidas de forma autônoma no cotidiano. Após o programa, os questionários iniciais são repetidos e o paciente retorna ao ambulatório para que o médico possa ajustar medicações ou indicar novas condutas antes de o encaminhamento ser devolvido à rede básica de saúde.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.