Hospital Vitória Apart celebra 25 anos com foco em alta complexidade no Espírito Santo
Instituição conta com 940 colaboradores, realiza média de 1.400 cirurgias e registra cerca de 180 nascimentos mensais.
Por Redação Diário Local
O Hospital Vitória Apart completa 25 anos de atuação no Espírito Santo, consolidando sua trajetória na medicina de alta complexidade. A instituição conta atualmente com 940 colaboradores diretos e registra uma média de 180 nascimentos por mês, além de realizar cerca de 1.400 cirurgias anuais.
Ao longo de duas décadas e meia, o hospital acompanhou a evolução da medicina no estado, incorporando novas tecnologias e ampliando sua capacidade de atendimento. A unidade busca manter o foco na qualidade assistencial e na humanização do cuidado.
Inovação técnica no tratamento de feridas
Um dos marcos desenvolvidos na instituição foi a criação da "Técnica de Figueiredo", pelo cirurgião da mão Leandro Figueiredo em 2007. O procedimento é utilizado no tratamento de feridas complexas e perdas cutâneas.
A técnica utiliza uma prótese de polipropileno para proteger a lesão, permitindo que o exsudato — líquido produzido naturalmente pela ferida — auxilie na cicatrização. O método busca aproveitar o potencial de regeneração do próprio organismo, reduzindo a necessidade de retirar tecido saudável de outras regiões do corpo e minimizando casos de amputação.
Segundo o cirurgião, o procedimento é aplicado em casos de feridas agudas e crônicas, pé diabético, osteomielite e lesões vasculares, sendo utilizado por profissionais de diversas partes do Brasil e do exterior.
Casos de alta complexidade e reabilitação
A trajetória da instituição também é marcada por casos de reabilitação de pacientes com diagnósticos raros. Em 2023, a infectologista Polyana Gitirana atuou no atendimento de uma paciente diagnosticada com botulismo que apresentava a síndrome do encarceramento, condição na qual a pessoa permanece consciente, mas sem capacidade de falar ou movimentar o corpo.
Após meses de tratamento e reabilitação, a paciente conseguiu retomar sua rotina. O caso é citado pela equipe médica como um exemplo da importância da condução clínica para casos de paralisia total.
Outro registro de longa data ocorreu em 2005, quando o paciente Guilherme Batistella permaneceu internado por 201 dias na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN). Ele nasceu prematuro, com 25 semanas de gestação, e passou por episódios de paradas cardiorrespiratórias logo após o nascimento.
A assistência ao recém-nascido foi acompanhada de perto pela equipe de enfermagem, que monitorou a evolução do paciente durante os seis meses de internação na unidade neonatal. O caso ilustra o histórico de atendimento pediátrico especializado da unidade ao longo dos anos.
