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Saúde

Inteligência Artificial auxilia médicos na detecção precoce do câncer de mama

Tecnologia atua como um segundo leitor em mamografias, identificando microcalcificações que podem passar despercebidas pelo olho humano.

Por Redação Diário Local

A Inteligência Artificial (IA) está sendo utilizada como ferramenta de suporte para auxiliar médicos na detecção precoce do câncer de mama. A tecnologia atua na análise de mamografias para identificar alterações suspeitas, como microcalcificações milimétricas, que podem ser de difícil percepção pelo olhar humano.

O sistema funciona como um suporte diagnóstico ao cruzar as imagens analisadas com dados pré-estabelecidos de milhares de tumores armazenados em base de dados. Esse processo permite que a ferramenta identifique padrões e ajude a localizar sinais precoces da doença.

A médica oncologista Mariana Novaes explica que a IA funciona como uma espécie de "segundo leitor" das mamografias. O cruzamento de informações permite detectar áreas mínimas que poderiam passar despercebidas durante a análise convencional.

A tecnologia também tem o papel de tornar o fluxo de trabalho mais eficiente. Segundo a oncologista clínica Morgana Stelzer Rossi, coordenadora da Unimed Oncologia, a ferramenta auxilia os especialistas a reconhecer alterações e a priorizar exames que exigem atenção imediata.

A IA substitui o médico?

Apesar do avanço tecnológico, a Inteligência Artificial não substitui o trabalho do radiologista ou do oncologista. A função da ferramenta é atuar como uma aliada para ajudar a enxergar, comparar e organizar as informações de forma mais ágil.

A decisão clínica final continua sendo responsabilidade do profissional de saúde. Cabe ao médico interpretar as imagens, compará-las com exames anteriores e avaliar se os achados detectados pela tecnologia indicam, de fato, a necessidade de investigação.

Além do uso de algoritmos, a evolução dos próprios métodos de imagem tem ampliado a capacidade de identificação da doença. Um exemplo é a tomossíntese mamária, conhecida como mamografia 3D, que produz imagens em diferentes ângulos para avaliar o tecido da mama em várias camadas.

A escolha do método de investigação deve ser individualizada conforme o perfil de cada paciente. Dependendo da idade, dos sintomas, da densidade das mamas e do risco apresentado, o médico pode indicar diferentes exames, como mamografia, ultrassonografia ou ressonância magnética.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.