Implante anticoncepcional não causa ganho de peso significativo nem infertilidade, diz médica
Ginecologista afirma que estudos não comprovam ganho de peso uniforme e esclarece que fertilidade retorna após a retirada.
Por Redação Diário Local
O uso de métodos contraceptivos como o implante gera dúvidas frequentes entre as mulheres, especialmente sobre o possível ganho de peso e a fertilidade. Segundo a ginecologista Georgia Brito, até o momento os estudos não demonstram que o dispositivo cause ganho de peso significativo na maioria das usuárias.
Embora algumas mulheres possam perceber alterações individuais no corpo, a médica esclarece que isso não acontece de forma uniforme e não pode ser atribuído exclusivamente ao método contraceptivo.
O implante pode causar infertilidade?
Outro receio comum, considerado um mito pela especialista, é a possibilidade de o implante levar à infertilidade. Georgia Brito afirma que o dispositivo não causa o problema e que, assim que ele é retirado, a fertilidade tende a retornar rapidamente, possibilitando uma gravidez quando a mulher desejar.
A ginecologista destaca que o implante é um dos métodos reversíveis mais eficazes da atualidade, apresentando uma taxa de eficácia superior a 99%.
Como fica a menstruação?
Em relação ao ciclo menstrual, a médica explica que alterações no padrão de sangramento são comuns e esperadas. Algumas pacientes podem passar a menstruar menos, outras podem ter a interrupção do fluxo ou apresentar escapes irregulares.
De acordo com a ginecologista, essas variações não representam um risco para a saúde, mas devem ser discutidas antes da inserção do método para que a paciente faça uma escolha consciente sobre o que esperar.
Indicações e composição
O método contém apenas progesterona, o que pode torná-lo uma opção para mulheres que possuem contraindicação ao uso de estrogênio, como casos de enxaqueca com aura, maior risco de trombose ou durante o período de amamentação.
A especialista reforça que a indicação do uso deve sempre ser resultado de uma consulta individualizada, com acompanhamento médico e decisão compartilhada entre profissional e paciente.
