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Saúde

Prática de tapas na vulva durante o sexo pode causar desconforto e falta de prazer, diz especialista

Especialista alerta que a prática, comum em filmes adultos, pode ser dolorosa e requer comunicação entre o casal.

Por Redação Diário Local

A prática de aplicar tapas na vulva durante a relação sexual tem gerado debates e críticas devido ao risco de causar dor, desconforto e constrangimento para muitas mulheres. Embora o comportamento seja recorrente em produções pornográficas, especialistas alertam que a reprodução desse ato sem a devida comunicação e consentimento pode ser prejudicial à experiência íntima.

O tema ganhou repercussão após relatos de mulheres descreverem situações em que o ato ocorreu de forma inesperada. Em discussões em plataformas digitais, usuárias relataram ter interrompido relações sexuais por serem surpreendidas com a prática sem aviso prévio, classificando a experiência como não prazerosa e até desconfortável.

Para algumas mulheres, o estímulo é percebido de forma negativa, podendo causar sensações de ardência e ressecamento em áreas extremamente sensíveis da região genital. O impacto emocional de um ato não combinado também foi citado como um fator de repulsa em diversos relatos.

Por que a prática gera controvérsia?

Segundo a terapeuta sexual Becky Crepsley-Fox, a popularidade do ato em conteúdos adultos está associada à representação de papéis de dominância e jogos de poder. O problema central reside na presunção de que todas as mulheres consideram a prática excitante, replicando um padrão de comportamento visto nos filmes, que nem sempre condiz com a realidade.

A profissional explica que a falta de cuidado e o uso de força desmedida podem transformar a intimidade em uma experiência traumática. A ausência de diálogo sobre limites é um dos principais pontos de atenção para evitar que a prática se torne invasiva ou dolorosa.

O fator do fetiche e a resposta do cérebro

Por outro lado, para quem se sente atraído pelo fetiche, a justificativa pode estar ligada à novidade do estímulo ou à percepção da dor. Como as áreas do cérebro responsáveis pelo processamento da dor e do prazer possuem ligações, uma intensidade controlada pode ser interpretada como prazerosa por alguns perfis.

Nesses casos, o estímulo pode ser visto como uma forma de recompensa, foco ou controle dentro de uma dinâmica de submissão. No entanto, a especialista reforça que a variação entre um toque leve e excitante e uma força que causa ardência é muito estreita.

Recomendações para evitar lesões

Caso o casal decida explorar a prática por interesse mútuo, a recomendação é manter a comunicação aberta durante toda a relação e iniciar o estímulo com cautela. É fundamental que a transição ocorra de forma gradual para que os limites de cada parceiro sejam respeitados.

Além do diálogo, cuidados físicos são essenciais para evitar danos à mucosa. A orientação inclui manter as unhas curtas e evitar o uso de adornos, como anéis, que possam causar ferimentos. O foco do toque deve ser restrito aos lábios externos, evitando a região óssea do púbis para prevenir traumas por impacto direto.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.