Detenta que sobreviveu a tentativa de execução nos EUA teria diagnóstico de câncer raro no sangue
Prisioneira do Tennessee apresenta distúrbio que afeta a medula óssea e produção de células sanguíneas, segundo informações da defesa.
Por Redação Diário Local
Uma detenta no Tennessee, nos Estados Unidos, que sobreviveu a uma tentativa de execução por injeção letal, teria sido diagnosticada com um câncer raro no sangue. O quadro clínico é descrito como um distúrbio mieloproliferativo, condição que afeta a produção de células sanguíneas na medula óssea.
As informações sobre o diagnóstico surgiram em meio aos desdobramentos do caso de Christa Pike, de 50 anos. Segundo registros da defesa apresentados em oito de janeiro de 2026, a detenta já apresentava níveis de plaquetas significativamente acima do normal, o que possivelmente está relacionado à doença.
A defesa alertou, na ocasião, que o estado de saúde da prisioneira poderia tornar o procedimento de injeção letal mais doloroso e elevar o risco de complicações médicas durante a aplicação.
O que é um distúrbio mieloproliferativo?
Os distúrbios mieloproliferativos são neoplasias que surgem a partir da multiplicação anormal de células-tronco na medula óssea, local responsável pela formação das células do sangue. Esse processo pode resultar no aumento da quantidade de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos ou plaquetas, de forma isolada ou combinada.
Existem diferentes tipos de doenças nesse grupo, classificadas conforme a alteração predominante. Entre as principais estão a trombocitemia essencial (aumento de plaquetas), a policitemia vera (elevação de glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas) e a mielofibrose primária, que envolve a formação de tecido cicatricial na medula.
Outra condição associada é a leucemia mieloide crônica, ligada a uma alteração genética específica. Em alguns casos, essas doenças podem evoluir para leucemia aguda.
Histórico da tentativa de execução
Christa Pike foi condenada à morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, ocorrido em 1995. No dia 30 de setembro (30), durante uma tentativa de execução, a detenta recebeu duas doses de pentobarbital, mas sobreviveu ao procedimento e foi encaminhada para atendimento hospitalar.
No dia seguinte à tentativa, a defesa informou que ela se encontrava em estado crítico. Durante a internação, a prisioneira utilizou ventilação mecânica e permaneceu inconsciente por vários dias. Ela recobrou a consciência em seis de outubro (6) e recebeu alta no dia 10 de outubro (10), retornando ao sistema prisional.
Em declaração divulgada pela defesa nesta sexta-feira (30) (30), relatou-se que a detenta continuava apresentando dores e dificuldade para falar. Diante do ocorrido, o governador do Tennessee, Bill Lee, suspendeu as execuções previstas para o ano e ordenou uma investigação sobre a falha no procedimento de execução.
