Pele solta ao redor das unhas pode indicar infecção ou doenças se for recorrente
Ressecamento e traumas são causas comuns, mas sinais como dor, vermelhidão e pus podem indicar infecções ou condições sistêmicas.
Por Davy Albuquerque
A presença de pele solta ao redor das unhas é um problema comum, geralmente relacionado ao ressecamento e a pequenos traumas do dia a dia. No entanto, especialistas alertam que, dependendo dos sintomas acompanhantes, o quadro pode indicar infecções ou condições de saúde mais complexas.
O ressecamento é apontado como o principal fator para o surgimento dessas pequenas peles. Fatores como a baixa umidade do ar, o uso frequente de álcool em gel e o manuseio constante de produtos de limpeza contribuem para o desgaste da barreira de proteção da pele.
Além do clima, hábitos como roer as unhas, retirar a cutícula com frequência ou manter contato prolongado com a água podem comprometer a proteção cutânea. Esses comportamentos favorecem o aparecimento do incômodo e de possíveis lesões.
Quando o problema exige atenção médica?
Embora a maioria dos casos seja considerada de baixa gravidade, alguns sinais devem acender o alerta para a necessidade de investigação profissional. Sintomas como dor intensa, inchaço, vermelhidão, calor no local, presença de pus, sangramento ou deformidades nas unhas podem indicar inflamações ou infecções, a exemplo da paroníquia.
A persistência do problema também pode estar vinculada a doenças dermatológicas ou condições sistêmicas. Estão entre as possibilidades de investigação a dermatite, a psoríase, o eczema, o diabetes, alterações na tireoide e deficiências de minerais e vitaminas, como ferro, zinco e vitaminas do complexo B.
Apesar das dúvidas sobre a necessidade de vitaminas, médicos ressaltam que a suplementação não deve ser feita de forma indiscriminada. Segundo especialistas, a investigação deve ser individualizada e baseada em avaliação clínica para identificar a causa real do problema.
Como prevenir o surgimento das peles soltas?
A principal forma de evitar o problema é preservar a barreira natural de proteção da pele. A prevenção inclui a hidratação diária das mãos e das cutículas, evitando o hábito de remover completamente a cutícula ou puxar as peles que já estão soltas.
Outras medidas preventivas fundamentais são o uso de luvas ao realizar tarefas domésticas e evitar o contato excessivo com produtos químicos. Caso os sintomas persistam ou apresentem sinais de infecção, a busca por um dermatologista é essencial para o tratamento adequado.
