Ministério da Saúde substitui insulina NPH por glargina no SUS para jovens e idosos
Nova opção terapêutica de ação prolongada tem dose única diária e busca reduzir riscos de hipoglicemia em pacientes do SUS.
Por Davy Albuquerque
O Ministério da Saúde iniciou a substituição gradual da insulina NPH pela insulina glargina no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida beneficia pacientes com idade entre 2 e 18 anos incompletos com diabetes tipo 1, além de pessoas com 70 anos ou mais que tenham diagnóstico de diabetes tipo 1 ou tipo 2.
Considerada uma opção terapêutica mais moderna, a insulina glargina possui ação prolongada. Na maioria dos casos, o medicamento exige apenas uma aplicação diária, embora outros esquemas de tratamento possam demandar até três aplicações no mesmo período.
De acordo com o Ministério da Saúde, o uso da glargina proporciona um controle mais estável da glicemia (nível de açúcar no sangue) e ajuda a reduzir o risco de episódios de hipoglicemia. O objetivo da mudança é oferecer mais segurança e qualidade de vida para os pacientes atendidos pela rede pública.
Como funciona a distribuição?
Até a última segunda-feira (13), o Ministério da Saúde já havia encaminhado mais de 254 mil tubetes de insulina glargina para 16 estados brasileiros. Além do medicamento, foram distribuídas 52.350 canetas reutilizáveis para a aplicação.
A previsão é que todas as unidades da federação recebam o novo medicamento até o final de julho. A distribuição busca garantir que a transição do tratamento ocorra de forma organizada em todo o território nacional.
Como acessar o novo medicamento?
Para obter a insulina glargina, o paciente deve comparecer à Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência. É necessário apresentar a receita médica devidamente emitida e carimbada.
No caso de crianças e adolescentes, os pais, responsáveis ou cuidadores podem realizar a solicitação de substituição da insulina NPH pela nova opção. O processo contará com o suporte de uma equipe multiprofissional, que será responsável por avaliar o quadro clínico de cada usuário e verificar a viabilidade da transição terapêutica.
Junto com a insulina, será disponibilizada uma caneta reutilizável para aplicação — com validade de três anos — além das agulhas necessárias para o uso do produto.
