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Saúde Mental

Meninas adolescentes apresentam índices de sofrimento mental superiores aos de meninos, aponta pesquisa

Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar mostram que 43,4% das meninas sentiram vontade de se machucar no último ano.

Por Redação Diário Local

O índice de sofrimento mental entre meninas adolescentes no Brasil é mais que o dobro do registrado entre meninos. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2024, 43,4% das meninas admitiram ter sentido vontade de se machucar propositalmente nos 12 meses anteriores ao levantamento, enquanto o número entre meninos foi de 20,5%.

O estudo, que investigou estudantes entre 13 e 17 anos, revelou ainda que uma em cada quatro meninas adolescentes considera que a vida não vale a pena ser vivida. Entre o público masculino, o percentual de jovens com essa percepção é de 12%.

A pesquisa também aponta que mais de 40% dos adolescentes na faixa de 13 a 17 anos afirmam não estar satisfeitos com a própria imagem corporal. O índice de satisfação com o corpo vem apresentando queda constante desde 2015, quando o percentual de satisfação registrado era de 70,2%, de acordo com o IBGE.

O impacto das redes sociais

Especialistas apontam que a insatisfação está relacionada à alta exposição de jovens às redes sociais. A comparação diária com centenas de imagens de corpos, viagens e estilos de vida cuidadosamente editadas contribui para a sensação de que a realidade é inalcançável.

Essa frequência de comparação digital é um dos fatores que impulsionam o sofrimento emocional. O ambiente virtual pode expor os jovens a influenciadores nocivos e comunidades que reforçam quadros de tristeza e isolamento.

Desenvolvimento e vulnerabilidade

A fase da adolescência é considerada um período de vulnerabilidade devido ao desenvolvimento do cérebro, que gera oscilações de humor e busca por identidade. Esses processos podem ocorrer de forma silenciosa, sem que haja reflexo imediato em notas escolares ou comportamentos disruptivos.

A falta de percepção dos responsáveis por esses quadros pode deixar o adolescente emocionalmente desamparado. Sem o suporte familiar, os jovens podem buscar acolhimento em relacionamentos abusivos ou conteúdos digitais prejudiciais.

A presença emocional e a disponibilidade dos pais são apontadas como fatores de proteção essenciais para a saúde mental. O suporte em casa funciona como um lugar seguro para que o adolescente possa enfrentar os conflitos típicos dessa fase de transição para a vida adulta.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.