Apenas 14% dos brasileiros utilizam fitoterápicos com frequência, aponta pesquisa
Levantamento da Abifisa revela que, embora 80% conheçam os medicamentos à base de plantas, a maioria ainda não os utiliza regularmente.
Por Redação Diário Local
Embora 80% dos brasileiros saibam o que são fitoterápicos, apenas 14% da população utiliza esses medicamentos com frequência, aponta levantamento da Associação Brasileira das Empresas do Setor de Fitoterápicos, Suplementos Alimentares e Promoção da Saúde (Abifisa).
A pesquisa ouviu mil pessoas em cinco regiões do país e revelou que, apesar do conhecimento sobre o conceito, há uma confusão entre medicamentos à base de plantas, chás e suplementos alimentares. Segundo o estudo, apenas 20% dos entrevistados conseguiram diferenciar corretamente os fitoterápicos de outros produtos naturais.
Entre os dados de consumo, 26% dos participantes afirmaram usar os medicamentos raramente, enquanto 14% declararam não fazê-lo. Além disso, 54% dos brasileiros não souberam citar qualquer marca ou nome de um fitoterápico conhecido.
O que são fitoterápicos?
Os fitoterápicos são medicamentos obtidos exclusivamente a partir de matérias-primas ativas vegetais. Por terem a classificação de medicamento, eles precisam passar por processos de aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para garantir qualidade, segurança e eficácia.
Diferentemente dos fitoterápicos, os suplementos alimentares têm a finalidade de complementar a alimentação de pessoas saudáveis, fornecendo nutrientes ou substâncias bioativas. Por regra, suplementos não podem indicar prevenção, tratamento ou cura de doenças.
O uso desses medicamentos pode atuar no alívio de insônia, ansiedade leve, regulação intestinal e ação expectorante, entre outras condições. Alguns deles exigem receita médica para a compra.
Confiança e uso no Brasil
Mesmo com o desconhecimento técnico de parte da população, o índice de aceitação é elevado: 75% dos entrevistados consideram os fitoterápicos uma alternativa eficaz e segura. A confiança na produção nacional também é relevante, com 68% de aprovação da qualidade dos medicamentos fabricados no país.
A importância da orientação profissional foi destacada por 80% dos participantes da pesquisa. A presidente da Abifisa, Laerte Dall´Agnol, pontuou que a receptividade de 97% dos brasileiros sugere uma demanda por maior informação e recomendação adequada para o consumo.
