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Tecnologia

Homem recebe primeiro braço biônico conectado diretamente a nervos e ossos nos Estados Unidos

Tecnologia e-OPRA permite que usuário controle prótese por sinais do corpo e sinta sensações em tempo real.

Por Redação Diário Local

Um homem norte-americano com um membro amputado tornou-se o primeiro paciente a receber um braço biônico conectado diretamente aos seus nervos, ossos e músculos. O caso faz parte de um estudo clínico que desenvolveu a tecnologia e-OPRA, capaz de permitir o controle da prótese por sinais do próprio corpo e a percepção de sensações táteis em tempo real.

O paciente, cuja identidade não foi revelada, havia perdido o braço esquerdo acima do cotovelo em um acidente ocorrido em 2016. Em meados de julho (2026), ele passou pela cirurgia de implante por osseointegração, técnica na qual ocorre a união direta entre o osso remanescente e uma superfície de titânio.

A pesquisa é fruto de uma parceria entre o Shirley Ryan AbilityLab, a Northwestern Medicine, a Universidade de Chicago e a empresa Integrum, da Suécia. Além do paciente mencionado, outros sete participantes integram o estudo, que tem previsão de conclusão e divulgação de resultados consolidados para 2030.

Como funciona a tecnologia e-OPRA?

Diferente das próteses convencionais, que dependem de encaixes que podem gerar desconforto e limitar o movimento, o braço biônico elimina essa necessidade. Após o procedimento de osseointegração, o osso cresce na superfície do implante de titânio, que passa a ser uma extensão estrutural do esqueleto.

Durante a operação, médicos posicionaram eletrodos nos músculos e ao redor dos nervos. Os eletrodos nos músculos registram a atividade elétrica dos movimentos e decodificam os sinais para controlar a prótese. Já os eletrodos nos nervos periféricos fornecem estímulos que geram sensações táteis no membro ausente.

De acordo com Levi Hargrove, líder do estudo, a tecnologia atua como uma interface que ancora a prótese diretamente ao esqueleto e utiliza sinais limpos e estáveis dos músculos e nervos para o comando bidirecional.

Próximos passos do estudo

Após o procedimento cirúrgico, o paciente segue sob observação da equipe médica, que monitora os sinais musculares captados pelos eletrodos. Nos próximos meses, o usuário iniciará o processo de reabilitação e treinamento específico para operar a nova prótese.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.