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Investimento em cibersegurança deixa de ser custo e passa a ser estratégia de crescimento para empresas

Apesar de 90% das empresas terem aumentado investimentos em segurança digital nos últimos dois anos, apenas 2% atingiram resiliência cibernética.

Por Redação Diário Local

O investimento em cibersegurança deixou de ser tratado apenas como um custo operacional para se tornar uma estratégia de competitividade e crescimento nas empresas. O movimento ocorre durante o período de planejamento orçamentário, quando as lideranças definem as prioridades e a alocação de recursos para o próximo ano.

Dados da Cisco revelam que nove em cada dez empresas aumentaram os aportes na área de segurança digital nos últimos dois anos. Apesar do crescimento do orçamento, o aumento de verba não tem garantido proteção efetiva para a maioria das organizações.

Uma pesquisa da PwC aponta que apenas 2% das empresas alcançaram um nível de resiliência cibernética abrangente. O cenário desenha um paradoxo: as companhias entendem a necessidade de investir, mas ainda não transformaram esses recursos em capacidade real de proteger o negócio.

Historicamente, a segurança da informação era vista como uma despesa puramente técnica, justificada pela aquisição de ferramentas ou para atender a normas regulatórias. Por ser considerada um gasto operacional, essa área costumava ser uma das primeiras a sofrer cortes em momentos de contenção de despesas.

Atualmente, esse modelo de gestão é considerado ultrapassado. Em um mercado onde as vendas, as operações e as parcerias dependem de ecossistemas digitais, a continuidade das atividades de uma companhia está diretamente atrelada à confiança do mercado.

Quando a confiança é quebrada por um incidente digital, os impactos vão além do setor de Tecnologia da Informação (TI). O problema afeta diretamente as receitas, interrompe operações críticas e abala a reputação das marcas perante clientes e parceiros.

Por que a cibersegurança virou fator de competitividade?

A maturidade digital passou a ser um critério de seleção no mercado corporativo. Grandes corporações, investidores e cadeias globais de suprimento já exigem níveis de segurança cibernética como pré-requisito para o fechamento de contratos.

Dessa forma, a segurança digital deixou de servir apenas como uma camada de defesa para atuar como uma ferramenta que abre portas para novos negócios. A pergunta nas discussões orçamentárias mudou de foco.

Em vez de questionar o custo do investimento em segurança, as empresas agora avaliam o custo de uma interrupção operacional ou da perda de confiança do mercado devido a incidentes que poderiam ser evitados.

O que é necessário para garantir a resiliência?

O aumento de orçamento, por si só, não garante maturidade se os recursos ficarem restritos à compra de softwares. A verdadeira resiliência exige o equilíbrio entre o uso de tecnologia e outros pilares fundamentais.

É necessário integrar a segurança a processos de governança e à capacidade de resposta rápida a incidentes. Além disso, o fator humano aparece como um componente essencial para evitar vulnerabilidades.

Nesse sentido, as áreas de alta gestão e de Recursos Humanos (RH) tornam-se peças-chave. A segurança precisa ser integrada à cultura organizacional, envolvendo treinamentos constantes para que os colaboradores ajudem a proteger o ecossistema da empresa.

O planejamento orçamentário é visto como a oportunidade ideal para romper com o modelo antigo de gestão de TI. Mais do que definir valores para infraestrutura, as empresas devem decidir quais capacidades estratégicas querem desenvolver para operar com segurança.

O objetivo final é permitir que a inovação seja sustentada pela confiança. Empresas que conseguem equilibrar crescimento tecnológico e robustez digital ganham maior capacidade para conquistar novos mercados e sustentar suas operações.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.