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Baterias de carros elétricos podem durar até 15 anos e manter 90% da capacidade após garantia

Com garantia de até 10 anos, componentes de lítio podem durar 15 anos e exigem descarte especializado para evitar danos ambientais.

Por Redação Diário Local

As baterias de íon de lítio utilizadas em veículos elétricos podem durar até 15 anos e manter entre 70% e 90% da capacidade original após o período de garantia. O funcionamento prolongado depende de cuidados específicos e de um descarte correto para evitar riscos ao meio ambiente.

O crescimento da frota de veículos movidos a energia elétrica no Brasil é um movimento consolidado. Segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), a participação de carros elétricos puros e híbridos atingiu 21% do mercado automotivo em julho de 2026.

Apesar da popularidade, a durabilidade dos componentes gera dúvidas. Embora as montadoras ofereçam garantias que variam de oito a dez anos, a tecnologia de lítio permite um uso estendido, desde que sejam seguidas orientações técnicas de manutenção.

Como manter a saúde da bateria?

Para preservar a vida útil do componente, especialistas recomendam atenção a hábitos de carregamento e temperatura. O motorista deve evitar a exposição prolongada a calor excessivo e não permitir que a carga caia frequentemente abaixo de 20% durante períodos longos.

Também é indicado não manter a bateria constantemente em 100% de carga quando não houver necessidade e utilizar sempre carregadores recomendados pelo fabricante. Além disso, é indispensável revisar o fluido de arrefecimento do sistema elétrico conforme o manual do veículo, para garantir o gerenciamento térmico adequado.

Como funciona o descarte e a reciclagem?

O descarte incorreto de baterias em lixo comum ou aterros é proibido pela Política Nacional de Resíduos Sólidos. O problema pode causar o vazamento de metais pesados, contaminação de lençóis freáticos e riscos de incêndios químicos de difícil extinção.

A substituição ou remoção das baterias deve ser feita exclusivamente em concessionárias ou oficinas autorizadas e homologadas pelo Ibama, utilizando equipamentos de proteção específicos para alta tensão. Após o fim da vida útil, a reciclagem industrial utiliza métodos para recuperar entre 93% e 99% de metais como lítio, cobalto, níquel e manganês.

O que muda no mercado de usados?

Atualmente, existe uma desvalorização nos modelos usados devido ao receio dos consumidores quanto ao alto custo de reposição da bateria. No entanto, a tendência é que o mercado passe a precificar os veículos com base no Estado de Saúde (SoH, do inglês State of Health) do componente.

A adoção do chamado "passaporte da bateria", um registro digital que rastreia o histórico de recargas e o uso, deve trazer mais transparência e segurança jurídica para quem compra um veículo usado.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.