Inteligência artificial pode auxiliar empresas no controle de riscos psicossociais da NR-1
Uso de IA pode ajudar empresas a monitorar indicadores de estresse e burnout previstos na Norma Regulamentadora nº 1.
Por Redação Diário Local
A Inteligência Artificial (IA) pode auxiliar as empresas no monitoramento de riscos psicossociais exigidos pela Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). A tecnologia permite analisar grandes volumes de informações para buscar padrões de estresse, burnout, assédio moral e ansiedade, que agora integram o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
Com a vigência da norma, a prevenção nas organizações, que antes focava em acidentes físicos e riscos operacionais, passou a incluir fatores ligados ao ambiente organizacional, à cultura da empresa e às relações de trabalho. O desafio de compliance exige agora a identificação de sobrecarga emocional e outros riscos invisíveis.
Segundo levantamento da Gartner, a adoção dessa tecnologia é uma tendência global. Até o fim deste ano (2026), estima-se que 80% das empresas utilizarão Inteligência Artificial ou modelos prontos em ambientes de produção para otimizar processos e operações.
No contexto da NR-1, a IA pode atuar no suporte ao monitoramento de indicadores e na organização de informações vindas de canais de denúncia. O objetivo da ferramenta é acompanhar a efetividade de políticas internas e identificar sinais de riscos psicossociais para permitir decisões mais rápidas e preventivas.
A automação do acompanhamento não substitui a figura humana, mas libera as áreas de Recursos Humanos (RH), compliance e jurídico para uma atuação mais estratégica. Com os dados processados, as equipes podem focar em atividades que dependem exclusivamente de sensibilidade, como escuta, liderança e construção de cultura saudável.
Como a IA ajuda a identificar riscos psicossociais?
A tecnologia amplia a capacidade de analisar dados que dificilmente seriam percebidos por meio de processos manuais isolados. Ela permite responder a questionamentos sobre a eficácia do treinamento de equipes e se as políticas de acolhimento estão sendo transformadas em ações de prevenção efetivas.
O uso estratégico da ferramenta busca uma convergência entre dados e sensibilidade humana. Ao automatizar o levantamento de indicadores, as organizações conseguem oferecer uma visão mais precisa dos fatores que afetam tanto a saúde dos colaboradores quanto a sustentabilidade do negócio.
Aumento no número de afastamentos por saúde mental
A necessidade de novos métodos de gestão coincide com o crescimento dos afastamentos por questões de saúde mental no Brasil. Dados da Previdência Social mostram uma elevação relevante no número de benefícios concedidos por transtornos mentais e comportamentais.
Em 2025, foram registrados 546.254 benefícios por esses motivos, o que representa um crescimento de 15,66% em relação aos 472.328 registros feitos em 2024. Os casos de ansiedade e depressão lideram os afastamentos no país.
