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Tecnologia

Robô Aletta automatiza coleta de sangue para exames na Holanda e em outros países europeus

Equipamento da empresa Vitestro utiliza ultrassom e infravermelho para identificar veias e reduzir erros em exames.

Por Redação Diário Local

A Holanda passou a utilizar um robô capaz de automatizar etapas da coleta de sangue para exames. O equipamento, chamado Aletta, é fabricado pela empresa Vitestro e realiza desde a identificação da veia até a aplicação do curativo após o procedimento.

O sistema já possui certificação CE, documento necessário para a comercialização de dispositivos médicos na União Europeia. Além do território holandês, o uso clínico do robô também foi autorizado na Bélgica, Dinamarca, Noruega e Suécia.

Como o robô identifica as veias?

Para localizar o vaso sanguíneo adequado, o dispositivo combina tecnologias de imagens de infravermelho próximo, ultrassom e ultrassom Doppler. Essa combinação serve para confirmar se o vaso selecionado é uma veia, evitando a punção de uma artéria.

Após a identificação, o robô posiciona e insere a agulha. Em cada procedimento, é utilizado um conjunto de agulhas limpo e esterilizado. Caso o equipamento não encontre uma veia considerada adequada para o processo, ele interrompe a coleta para que a equipe responsável decida como prosseguir.

Segundo a Vitestro, o robô foi desenvolvido para realizar também outras etapas, como a troca e a inversão dos tubos de coleta. A empresa afirma que o uso do dispositivo pode reduzir erros, diminuir a variação entre os procedimentos e reduzir o tempo de espera dos pacientes.

Conforto e limitações do dispositivo

O robô é destinado ao uso em adultos em ambientes ambulatoriais e pode realizar a punção em ambos os braços. De acordo com a fabricante, pacientes que utilizam medicamentos anticoagulantes também podem passar pelo procedimento com o equipamento.

Sobre o nível de desconforto, a Vitestro afirma que 85% dos pacientes avaliados consideraram a dor provocada pelo robô menor ou semelhante à de uma coleta manual. Após a punção, os cuidados de aplicação de pressão e curativo seguem o padrão de uma coleta convencional.

Apesar da autorização na Europa, o sistema ainda não possui aprovação da Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, e não é utilizado no país norte-americano. O valor de comercialização da máquina não foi divulgado pela fabricante.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.