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Tecnologia

Avião da Airbus quebra recorde com voo direto de 24 horas entre Austrália e França

Aeronave A350-1000ULR percorreu mais de 23 mil quilômetros em teste e deve operar rotas comerciais da Qantas a partir de 2027

Por Redação Diário Local

Um avião da Airbus estabeleceu um novo recorde de voo direto nesta terça-feira (29) ao concluir um trajeto sem escalas de 24 horas e 24 minutos. O modelo A350-1000ULR percorreu 23.075 quilômetros (12.460 milhas náuticas) entre Melbourne, na Austrália, e Toulouse, na França, durante um voo de teste para validar a autonomia da aeronave.

A fabricante europeia informou que o teste serve para demonstrar a capacidade técnica do modelo, equipado com dois motores Rolls-Royce Trent XWB-97. O objetivo é comprovar que a aeronave consegue realizar voos de "tempo de bloco" de 23 horas, garantindo a segurança para rotas comerciais que podem durar até 21 horas e 40 minutos.

No voo de ida, que durou cerca de 20 horas, a tripulação foi composta por quatro pilotos da Airbus, sob o comando de Vincent Sibelle, acompanhados por Xavier Pepin, Josef Bayoud e Chetan Takalkar. A equipe técnica incluiu também dois engenheiros de testes em voo (TFEs) e três engenheiros de ensaios em voo (FTEs) para monitorar sistemas e coordenar testes de combustível e conforto.

No trecho de retorno, o piloto Xavier Pepin assumiu o comando, contando com a participação de dois pilotos da companhia australiana Qantas, Andrew Coull e David Summergreene. Para gerenciar a fadiga dos tripulantes em viagens dessa magnitude, foi implementado um sistema de turnos de quatro horas para cada piloto, com revezamentos a cada duas horas.

Como foi a operação de teste?

A estratégia de revezamento foi desenhada para manter a consciência situacional na cabine de comando. Segundo o piloto Xavier Pepin, a sobreposição de duas horas entre o piloto que está saindo e o que está assumindo o posto facilita a passagem de serviço detalhada, mitigando o desgaste físico durante as dezenas de horas de voo.

O teste permitiu que a aeronave cruzasse três continentes e dois oceanos, registrando o nascer e o pôr do sol duas vezes durante o trajeto. A operação é um passo fundamental para viabilizar a operação comercial que a Qantas Airlines planeja iniciar a partir de outubro de 2027.

O que muda com os novos voos da Qantas?

A companhia aérea australiana já firmou contrato para receber 12 unidades do modelo A350-1000ULR. A intenção é utilizar a aeronave para operar a rota comercial mais longa do mundo, conectando a Austrália a destinos estratégicos como o Reino Unido e os Estados Unidos.

Para assegurar o bem-estar dos passageiros em trajetos tão extensos, a Qantas planeja reduzir a carga de ocupação da aeronave. Embora o modelo tenha capacidade para 300 passageiros, a empresa pretende comercializar apenas 238 assentos. Além disso, mais de 40% dos lugares serão destinados a cabines premium, e o interior contará com uma zona de bem-estar para os viajantes.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.